terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ao contrário de Blumenau, serviço de mototáxi funciona bem em outros municípios da região

 

Sindicato afirma que Blumenau é uma das únicas do Estado em que os trabalhadores de transporte individual de passageiros estão perdendo espaço

Daniela Pereira  |  daniela.pereira@santa.com.br


O
 serviço de mototáxi pode estar findando em Blumenau, mas pelos relatos de quem conhece a profissão, é um fenômeno localizado. O presidente do Sindicato dos Motociclistas (Sindimoto) de Blumenau e região, Leomar Antonio Gottcheski, diz que Blumenau é uma das únicas do Estado em que os trabalhadores de transporte individual de passageiros estão perdendo espaço. Ele conta que já foi discutir a profissão em Rio do Sul, Itajaí e outras cidades da região, onde a demanda existe. 

O representante do Sindimoto em Itajaí, Alessandro Lunelli, conta que na cidade litorânea não falta serviço para a categoria — hoje, são mais de 180 motociclistas, quase o dobro do necessário por lei. Ele credita a manutenção do serviço à organização da estrutura. Lunelli explica que os pontos funcionam com coordenadores ou proprietários, cada um com sua concessão, e são eles que organizam o serviço e cobram pela qualidade do atendimento:
 

— Aqui (em Itajaí), todo mundo tem horário de trabalho, usa uniforme, tem a moto identificada. Isso ajuda muito, pois os clientes conseguem saber que o trabalho é sério. Não falta serviço pra ninguém.
 

Lunelli destaca ainda que os mototaxistas estão sempre buscando agregar valor, por isso procuram por qualificação e capricham na divulgação. Além disso, alguns também operam com motofrete, na entrega de mercadorias, correspondências, entre outros. No entanto, os profissionais que trabalham em Blumenau não reclamam. Nos quatro pontos autorizados pelo Seterb, os mototaxistas dizem que sempre têm trabalho. Eles explicam que no inverno o movimento cai, assim como no final do mês. Mas são quedas sazonais. A mudança de profissão, dizem eles, é porque muitos conseguiram encontrar um trabalho que paga melhor.

JORNAL DE SANTA CATARINA

 

 

 

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