segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sem motoboy SP para", diz Sindimoto em protesto

 

Em carreata, motofretistas paralisam Avenida Paulista e o trânsito nacidade de São Paulo

Como programado, esta sexta feira, 01, foi de protesto! Representantes da categoria motofretistas foram às ruas reivindicar a Lei exige que os motoboys tenham curso de capacitação e equipamentos de segurança para exercer a função. Na capital paulista, o protesto começou às 8h nas ruas do Brooklin, Zona Sul, seguiu para a Avenida 23 de Maio e Avenida Paulista, reunindo mais de 10 mil profissionais do setor.

O protesto teve apoio do Sindimoto – SP (Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Moto-Taxistas de São Paulo) para que a nova Lei, imposta pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), comece a valer só em 2014. “O Contran manda fazer, mas o estado não tem estrutura. Sem os motoboys São Paulo para, os bancos param, as empresas param, tudo para”, diz o presidente do SindimotoSP , Gilberto Almeida dos Santos, durante protesto.

Com inscrição agendada no curso de 30 horas em agosto de 2012 para realização em março de 2013, o motoprofissional Hugo Pereira, presente no protesto, não concorda com os prazos.  “Eu apoio a regulamentação, é uma melhoria. Meu protesto é contra o tempo estipulado, fiz a inscrição para o curso há oito meses e vou realizar só em março. Se eu for pego em blitz vou ser multado”, justifica.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, são 300 mil motoboys na cidade e apenas 13 mil fizeram o curso, contabilizando todo o estado, o número pode chegar a 500 mil profissionais.

Apesar das vagas gratuitas oferecidas em 2012, o secretário geral da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Canindé Pegado, que também estava no protesto, diz  que o estado de São Paulo não tem estrutura para formar 500 mil motofretistas em alguns meses e a formação dos motociclistas demoraria em média cinco anos. “A principal reivindicação é a falta de escola credenciada para dar o curso. Não houve tempo hábil e nem locais capacitados para a regulamentação”, afirma.

Segundo o Contran, a nova Lei foi criada para aumentar a segurança dos motoprofissionais e para isso, todos os motoprofissionais que utilizam seus veículos para fazer entregas ou transporte de pessoas (motofrete ou mototáxi) devem ter a moto equipada com antena corta-pipa, protetor de pernas, faixas refletivas no baú, no capacete e no colete, além de realizar o curso de capacitação de condução.

Para a motoprofissional Gisele Santiago, que está há dois anos na profissão e já passou pelo curso realizado na CET no mês de outubro, às 30 horas de qualificação não são perdidas. “Acho a regulamentação importante para todos. É segurança e profissionalismo para a categoria”, diz. A multa para quem não estiver regulamentado é de R$ 85,00 a R$ 191,00, podendo ter ainda apreensão da carteira de motorista.

 

 

O que dizem os motoboys?

Para Marcos José, motoboy desde 2007, a nova regulamentação é boa para trazer mais respeito e cuidado com os profissionais, mas precisa ser melhor estruturada. “Num dia de calor sou obrigado a usar jaquetas e luvas, além disso, o que o colete vai refletir na claridade? Acho que deveria ser obrigatório a partir de um certo horário. Por outro lado, o curso conscientiza sobre respeito e até higiene, isso é ótimo”, afirma. 

Com oito anos de carteira como motoprofissional, Agnaldo Vasconcelos já passou pelo curso, inspeção e garantiu a licença para continuar exercendo a atividade. “São muitas horas de curso, mas me sinto valorizado. Agora a moto está novinha, toda arruada”, diz. 

O protesto seguiu durante toda a tarde em frente ao Gabinete da Presidência da República, na Av. Paulista. Segundo informações da Sindimoto, a instituição vai aguardar retorno do ofício de adiamento enviado.

 

 

 

Fonte: Revista Mundo Moto. Fotos: Revista Mundo Moto

 

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