terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Motoboys vão a Brasília negociar mudanças

 

Sindimoto-SP se reúne hoje com a presidência. Entre sugestões está adiamento de alterações nas motosFILIPE SANSONE
filipe.sansone@diariosp.com.br

Maurício Rummens/ Diário SPNa sexta-feira passada, milhares de motoboys travaram a Avenida Paulista

Na manhã desta terça-feira, durante a reunião do  Sindimoto-SP (Sindicato dos Motoboys de São Paulo) com a Secretaria-Geral da Presidência da República, em Brasília, representantes do sindicato vão pedir alterações nas normas do Contran (Conselho Nacional de Trânsito)  exigidas da categoria.

Entre os pedidos estão a possibilidade de que cada estado  tenha um prazo para regularizar seus motoboys e a possibilidade de realizar o curso de capacitação de 30 horas até o fim do ano.

Também será sugerida a organização de um esquema de fiscalização dos itens necessários na moto a partir do início de 2014, de acordo com o  número final da placa de cada moto, de maneira semelhante ao que ocorre nesta terça com o IPVA.

A reunião ocorre no dia em que a Polícia Militar promete começar a multar os motofretistas que não estejam adaptados às exigências, mas o Sindimoto-SP promete novos protestos caso a fiscalização não seja adiada mais uma vez.

“Atualmente não há vagas para todos os motoboys realizarem o curso antes do início da fiscalização”, afirma Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, presidente do Sindimoto-SP. “Em março queremos lançar um espaço gratuito para formar até dez mil motofretistas por mês.”

REGULAMENTAÇÃO/ O presidente do Sindimoto-SP alega ser necessário mais tempo porque a maior parte dos municípios do estado de São Paulo não tem regulamentação própria sobre o tema, o que impede que motoboys que moram nessas cidades consigam atender a todas as demandas do Contran, como alterar a placa para a cor vermelha na categoria aluguel.

“Na Grande São Paulo existem 39 cidades e só a capital, Osasco e Guarulhos têm a regulamentação. Só os motoboys que moram nessas cidades vão conseguir mudar a placa”, alega Gil. “Como ficam os outros meninos que fazem as aulas e mesmo assim não conseguem se ajustar à lei?”, questiona o presidente do sindicato.

Desrespeito à lei pode render multa e apreensão da moto
Pelas determinações do Contran, o motoboy tem de participar de curso de capacitação de 30 horas, usar colete com faixas refletivas, utilizar equipamentos, como o corta-pipas e protetor de pernas, e mudar sua placa para a cor vermelha, na categoria aluguel. Se não atender às normas pode ser multado em R$ 191,54, ter o veículo apreendido e a CNH suspensa. Essas exigências deveriam ter entrado em vigor em agosto do ano passado, mas como a maior parte dos motoqueiros ainda não tinha se adaptado, a lei foi adiada por seis meses.

O Sindimoto-SP estima haver  220 mil motoboys na cidade de São Paulo, sendo que apenas 13 mil deles realizaram as aulas de capacitação e só seis mil adaptaram suas motos de acordo com a nova lei.

PEDIDOS DOS MOTOBOYS
Mais autonomia para estado se adaptar à lei 
O Sindimoto-SP vai pedir mais autonomia aos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) para cada estado ajustar-se à lei de acordo com sua capacidade

Exigência de regulamentação dos municípios
A partir da autonomia estadual, os municípios deveriam ser mais cobrados para criar a regulamentação para o motofrete, o que permite a troca de placa

Adiamento de fiscalização para curso de capacitação
Também será sugerido que os motofretistas em todo o estado possam realizar as aulas de capacitação com um total de 30 horas até o fim de 2013

Verificação das motos feita pelo número final da placa
Os representantes dos motoboys querem que os itens exigidos na moto, como a placa vermelha, sejam verificados em grupos por mês, de acordo com o número de fim da placa

 

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