terça-feira, 9 de outubro de 2012

O que ninguém ensina: acelerar e frear ao mesmo tempo

 

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Acelerar e frear ao mesmo tempo.

 

By Equipe Sobremotos, Clique no nome do autor ao lado para comentar.

 

Segunda, 8 Outubro 2012


Curvas constituem a maior fonte de assunto e debate entre os motociclistas, afinal de contas, numa reta qualquer um é bom, basta “enrolar o cabo” e a moto faz o resto. E é sobre curvas que praticamente todos os motociclistas já ouviram dois axiomas: 1º) que não se freia; 2º) que não se troca marcha.

Estes axiomas tem bom fundamento, pois, na teoria das curvas, durante a fase de transição, é muito importante que a marcha da moto esteja corretamente engrenada de acordo com a velocidade que se deseja empregar e que se mantenha um tracionamento constante. Portanto, trocar de marcha, por conta do breve instante em que a moto fica solta (desengatada), pode fazê-la perder aderência e ocasionar uma queda. Como o pneu está inclinado, com menor superfície de contato com o solo, uma frenagem pode fazer a moto escorregar de dianteira ou traseira.

Tudo muito correto, mas e se você estiver numa situação em que está muito veloz numa transição de curva e deseja diminuir a velocidade, o que fazer?

Não há uma regra universal e cada caso é um caso, ou cada curva é uma curva, mas um recurso “genérico” é manter a aceleração constante e frear a moto suave e progressivamente com a roda traseira. Ao se fazer uso desta técnica, também muito indicada quando se está com garupa, duas situações ocorrem:

1º) Se obtém alguma redução de velocidade, que é o objetivo principal, mas sem perder a tração e, por conseguinte, a aderência;

2º) Se consegue um enrijecimento da suspensão traseira, tornando a moto melhor controlável. O efeito é mais ou menos como quando se tenta arrancar um carro com o freio de estacionamento ativado. O carro tenta ir pra frente, mas a traseira afunda. Isto também acontece com a moto. A suspensão traseira tende a ficar um pouco rebaixada, com menos curso e mais rígida, facilitando o controle.

O certo é que o mais importante é manter sempre uma velocidade de prudência que torne dispensável a necessidade de emprego de qualquer técnica “especial” de curvas, mas, num aperto, esta poderá ajudar um pouco mais do que entrar em pânico.

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