sábado, 8 de setembro de 2012

Mottaxi rocinha

Foto: Jornal Extra

O RJTV 1ª edição mostrou na última sexta-feira, a situação dos moto – taxistas da Rocinha após a pacificação. De acordo com o major Edson da Polícia Militar, antes estes profissionais eram explorados pelo tráfico sendo obrigados a pagar diárias que chegavam a R$ 13,00. Apesar da profissão do moto- taxista ainda não ser legalizada no Rio de Janeiro, este meio de transporte tão importante para quem vive em bairros e comunidades já está consolidado, tanto que os próprios policiais da UPP estão recadastrando os profissionais que estejam de acordo com as normas do CONTRAN.

Tá tudo errado, disse o jornalista.

Nesta mesma reportagem o jornalista Edmilson Ávila comentou como era possível a polícia organizar a atividade nas comunidades já que ela ainda é ilegal. Ou proíbe essa atividade, ou legaliza, acrescentou.

Não cabe a Polícia proibir o exercício dessa atividade, afinal ela já faz parte da realidade de quem vive em comunidades que necessitam da moto para ir a locais que nenhum outro meio de transporte vai. Retirar as motos desses locais seria como retirar de circulação a linha de ônibus que leva você para casa.

Como disse o próprio morador, se ele for a pé para casa, levará 50 minutos, se for de moto, em cinco.

A profissão foi regulamentada pelo Governo Federal em 2009, porém ela determina que cada Município legisle sobre o tema.

As leis são criadas para atender as necessidades e costumes de uma sociedade. Assim como foi com o surgimento da internet, até então uma novidade, com o passar do tempo foi preciso criar leis que amparem/ protejam o usuário e penalizem quem faça mau uso dessa ferramenta.

Luto pela legalização do moto-taxista por entender que além deste meio de transporte ser fundamental no dia-a-dia das comunidades, o profissional deve também ter assegurado todos os direitos trabalhistas como qualquer outro cidadão que trabalha e recolhe seus impostos.

Pensar em legalização é pensar num futuro melhor para este profissional, sua família e a sociedade.

 



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