segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A motocicleta não mata você


*"A motocicleta não mata você". Como diz o piloto alemão Norbert Nickel de 79 anos. "Ela o mantém jovem". Que competiu por 64 anos.
*Revista Motorcycle Classics, July/August 2012. Pag. 44. www.MotorcycleClassics.com

 
Falamos, discutimos e pensamos tanto na segurança da motocicleta, que as vezes esquecemos de escrever sobre os motivos pelos quais continuamos motociclistas.
Tudo bem, a moto é mais rápida no trânsito, e mais econômica em termos de gasto de combustível nas estradas. Mas além dessas vantagens que podem ser medidas com um relógio ou em Km/litro, há sensações que não estão em nenhuma tabela.
Essas sensações tão difíceis de explicar, um pouco são responsáveis por separar os que andam de carro dos que dirigem moto.
Comparo ao tempo do Velho Oeste quando se podia escolher entre andar com carroças ou a cavalo. Lógico que nessa alusão muitos vão pensar no Jesse James e outros bandidos correndo e disparando seus Colts 44 depois de assaltarem bancos e diligencias. Os cavalos não tinham culpa nenhuma pelas bandidagens, e lógico quem andava nas carroças era mais bem visto, por que era complicado fugir conduzindo pelas estradas de terra cheias de pedras e ainda evitar o ataque dos Sioux naqueles carroções tipo pioneiros; que nos filmes sempre acabava caindo a roda. 
Mas montar cavalos tinha seu barato, tem até hoje e é considerado esporte de muitas modalidades.
A moto também, tem corrida em circuito asfaltado, em trilhas de terra como no "Far West" tem modalidades como o Trial, não muito difundido no Brasil, e MotoCross, Enduros de velocidade e regularidade, Exibições de "Free Style", e muitos etecéteras.
Alguns fazendeiros curtiam criar cavalos, parecidos com os colecionadores de moto atuais, que tem em suas garagens exemplares antigos ou especiais e os conservam como obras de arte, ou éguas e garanhões, com os quais saem para dar voltas prazerosas que geralmente passam pela padaria ou clube e aí as histórias correm soltas.
Para esses que restauram uma ou as vezes muitas motos, o veículo serve de estudo, de cultura na pesquisa das peças, dos valores e autorias do projeto, das histórias dos fábricantes em relação a economia do mundo e da geografia e comunicação internacional.
Por fim, subir em uma moto, de qualquer tamanho ou desempenho, com a manutenção bem cuidada e com acessórios de vestuário confortáveis, e escolher uma das muitas estradas que temos por todo o país com as características que o motociclista mais gosta, é realmente uma experiência rejuvenescedora.
Só cabe a nós, motociclistas, explicarmos para as famílias de "Karson City" que como o Norbet também queremos chegar aos 80, que podemos ter o mesmo capricho com a máquina e com a maneira de andar com ela entre os habitantes e fazendeiros, e que apesar de, como no Oeste ter alguns bandidos à cavalo, a maioria é mocinho mesmo.

(Luiz Roberto Villa)


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