sábado, 11 de agosto de 2012

Transporte público de qualidade, mais um desafio


10/08/2012 - 15h38m

Samuel Nunes
Repórter

Qualidade do transporte coletivo urbano. Um dos problemas vivenciados pela população montes-clarense e que a comunidade local espera que seja solucionado pelo próximo prefeito. Em decorrência dos constantes atrasos e dos ônibus sempre cheios, a alternativa encontrada por muitos é o mototaxi. É assim que o estudante de direito da Funorte Luis Paulo Ferreira Silva se desloca pela cidade, como forma de cumprir seus compromissos nos horários adequados, já que, por vezes, chegou a ficar 40 minutos no ponto da Praça Coronel Ribeiro, à espera do lotação.

- Agilidade, praticidade e um valor que condiz com o serviço oferecido para a população. É o que acho do serviço de mototaxi. Já o lotação muita coisa tem que ser melhorada como a pontualidade nos horários, frisa.

Renata Freitas, auxiliar de administração, reside no bairro Major Prates, e conta que, quando o lotação atrasa em demasia, e isto acontece sempre, ela recorre ao mototaxi para chegar ao seu destino. Reclama também do péssimo serviço oferecido por parte das empresas à população e tem esperança de que o próximo administrador público possa encontrar uma solução efetiva, eficiente e prática no tocante ao transporte coletivo urbano.


Eficiência

Falando em eficiência, a reportagem de O Norte, por mais de uma hora, na manhã de ontem, percorreu algumas agências de mototaxi na área central da cidade e ouviu dos mototaxistas palavras como eficiência e agilidade para justificar a importância deste serviço disponibilizado para a população.

Em Montes Claros, de acordo com o sindicato dos mototaxistas, há cerca de 8 mil mototaxistas espalhados em mais de 400 agências.

De acordo com esta entidade, estes trabalhadores terão até fevereiro de 2013 para se adequarem a resolução 356 do Contran ( conselho nacional de trânsito ) e Denatran, que os obriga a usarem equipamentos de segurança individual e de passageiros, como por exemplo, coletes com faixas refletivas, capacetes com faixas refletivas, placas vermelhas, protetor contra linhas de cerol, protetor de pernas, joelheiras e cotoveleiras, e um curso de reciclagem que hoje podem ser administrados por auto escolas em geral.

Ainda segundo o sindicato, a decisão não será mais prorrogada pelo Contran e quem não se adequar poderá ter suas motos multadas e apreendidas.

Daniel Evangelista trabalha como mototaxi a cerca de um ano. Quando se viu desempregado ele decidiu ser mototaxistas. Sem outro emprego e outra renda ele chega a trabalhar 8horas por dia na área central da cidade.

Ramon Duílio, também mototaxistas, garante que as pessoas usam bastante o transporte, principalmente porque o transporte coletivo está deficiente. Ele conta que no inicio do mês o movimento é melhor e para os novatos afirma, que o segredo é não desanimar nunca.

- Trabalhamos honestamente, é o só o que tenho a dizer, destaca.

Já Eraldo Batista destaca que o diferencial do serviço de mototaxi oferecido para a população em relação ao transporte coletivo urbano e rapidez, agilidade e bom preço.

-Além disso, deixamos o cliente na porta da sua casa. As pessoas atualmente estão sem tempo e acaba não tendo a paciência para esperar muitos minutos nos pontos a lotação, afirma.

Daniel Delfino, casado, pai de uma filha, garante que trabalhando com mototaxi consegue sustentar sua família, pagar sua faculdade de marketing e mais a prestação da sua motocicleta. Demonstrando muita força de vontade ele salienta que também trabalha cerca de 8horas por dia e, que em algumas oportunidades, até mais para conseguir tirar um bom dinheiro para o que chama de colocar o pão de cada dia em sua casa.

- A qualidade do serviço de lotação oferecido para a população não é das melhores, por isto, muita gente acaba optando por pagar um mototaxi que o deixa ou na porta da faculdade, casa ou serviço.

Segundo ele, com este serviço dá para tirar por mês entre R$ 800,00 e R$ 900,00, com os gastos que geralmente tem, sobram cerca de R$ 700,00 valor este que é o sustento de muitos trabalhadores, pai de família que não tem oportunidade no mercado de trabalho formal.

 

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