sábado, 11 de agosto de 2012

Mototaxistas acreditam que implantação de taximetro aumentará em 60% número de usuários

 

Carlos Orácio



Uma Audiência Pública discute nesta sexta-feira (10), projeto de lei que institui o uso de mototaxímetros nos veículos responsáveis pelo transporte de pessoas em Campo Grande. A reunião presidida pelo vereador Marcos Alex, contou com a presença do vereador Athayde Nery, representantes da Agentran, Procon e Sindicato dos Mototaxistas.

O presidente da sessão lamentou a ausência do Inmetro que, segundo ele, poderia esclarecer a respeito dos custos e padrão a ser utilizado no mototáxi. “A consulta é sobre o projeto de lei que institui a utilização do mototaxímetro. A partir desta discussão, poderemos acrescentar sugestões que tornem viável a utilização deste item.”, discursou Alex.

Sobre o custo operacional para instalação do equipamento, o presidente da Audiência sugeriu a aprovação de uma norma que defina que os custos sejam acordados entre o poder público e o sindicato. “A prefeitura poderia fazer uma licitação, para que todos os profissionais possuam o instrumento. Ela tem que ser a responsável direta assumir a condição de protagonista, para que cada um não comece a definir a sua política.”, sugeriu.

O presidente do Sindicato dos Mototaxistas, Caburé, relatou que atualmente as pessoas têm medo de pegar o mototáxi por não saberem o preço da corrida. “Não que o taxista cobre preço fora do normal. As pessoas não perguntam quanto o fica o preço da corrida, mas quanto você cobra. Acaba sendo no achômetro.”, disse o sindicalista, ao comentar que profissional tem que ‘chutar’ o preço de uma corrida.

O mototaxista, Carlos Pereira Marques, acredita que com mototaxímetro, a categoria tenha uma melhora de até 60% no número de usuários. “É muito importante pra todos nós e inclusive vai aumentar o número de usuários. Quando começou o mototaxi a corrida era feita na base da caderneta.”, acredita o profissional ao comentar sobre a melhora na prestação do serviço.

Atualmente a bandeirada, que regula o início da corrida, se baseia em um decreto.

Cleber Gellio

Conforme a tabela do Sindicato, a tarifa para o início da corrida é de R$ 3,06 por quilômetro rodado na bandeira 1 e de R$ 3,22 por quilômetro rodado na bandeira 2. A hora parada é R$ 14.

 

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