sábado, 4 de agosto de 2012

Motoboys terão que se adequar


Rossi Júnior
3/8/2012 02:56:32
Entra em vigor amanhã a lei que obriga os mototaxistas e motoboys melhorarem a sinalização das motocicletas, além de outras medidas
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 Ela obriga todos aqueles que prestam serviços de transporte de pessoas e cargas de forma remunerada a utilizarem novos equipamentos de segurança como, por exemplo, as fitas refletoras que servem para aumentar a visibilidade dos motoristas para com os motoqueiros. Elas devem estar presentes no capacete, no baú e ainda em um colete, que o motoboy passa a ser obrigado a usar. Essas fitas devem ser visíveis por todos os ângulos, para ajudar a diminuir o risco de acidente. Outro objeto que passa a ser de uso obrigatório por parte do motoboy é um aparador de linha, que serve para proteger o tórax, o pescoço e os braços do condutor e do passageiro e deve ser preso na extremidade de um dos guidões.

Para proteger as pernas, foi desenvolvida uma espécie de carenagem, fixada na lateral do motor. Para os casos de tombamento, essa carenagem evita que o motor  entre em contato direto com as pernas do condutor, prevenindo assim uma possível machucadura.
Criada em 2010 a lei entrou em vigor dia 4 de agosto do ano passado e os motoboys e moto - taxistas tiveram um ano para regulamentar sua situação de tráfego. O prazo para essa regulamentação se encerra amanhã e os motoboys que não estiverem de acordo com a lei, poderão ser autuados e suas motocicletas, apreendidas. Agora, além de a empresa ser legalizada, é obrigatório que o motoboy tenha pelo menos 21 anos e dois anos de Carteira Nacional de Habilitação categoria AB. 
 
NA PRÁTICA
Para Arlindo Geraldo Scheuer, 60 anos, que trabalha há 14 anos no ramo de transportes com motocicletas, a lei é de grande valia, pois ajuda na sinalização e segurança dos profissionais. Porém, a fiscalização deixa a desejar, logo que esse investimento em equipamentos de segurança em sua opinião pode ser inválido, afinal  é um investimento muito alto para a legalização do veículo e o proprietário não recebe nenhum tipo de compensação financeira, além de que existem mototaxistas que trabalham de forma autônoma, sem um registro e sem uma autorização legal para tal prática realizando fretes por um preço muito mais acessível do que aqueles que abrem uma empresa legalizada e destinada a este tipo de serviço. Scheuer ainda destacou que existem leis semelhantes em vigor desde 1999, porém em seus 14 anos de serviço, nunca presenciou nenhum tipo de fiscalização. Moisés de Souza, profissional que trabalha há um ano no ramo, afirma que a lei beneficiará os motociclistas, pois protege aqueles que ganham a vida sobre duas rodas, distinguindo motociclistas profissionais (mototaxistas e motoboys) daqueles que têm o veículo apenas como seu meio de transporte particular.

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