quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Motoboys: A fila para fazer o curso é longa

Os motoqueiros que tentam se inscrever nas aulas de capacitação podem encontrar vaga só em março de 2013Filipe Sansone
filipe.sansone@diariosp.com.br

A três dias do início da fiscalização das novas regras para que os motoboys possam trabalhar, apenas 4,5 mil dos 200 mil condutores da capital fizeram o curso obrigatório para obter o Condumoto, certificado que será exigido da categoria.

Quem deseja fazer o curso só encontrará vagas em outubro ou março de 2013. Se as vagas oferecidas continuarem no ritmo atual, seriam necessários mais de nove anos para que os 200 mil motoboys da capital se regularizassem, segundo o Sindimotosp (Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas e Ciclistas de São Paulo e Região).

“Somos a favor da regulamentação, mas é preciso fazer o curso e ele está claramente fora do alcance de todos nesse momento”, disse Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimotosp.

“Estamos tentando negociar com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) para que haja um acordo que permita o trabalho da gente. Se não der certo, vamos entrar com uma medida cautelar contra a lei”, acrescentou.

Sem conversa/ Na tarde de ontem o Denatran informou que vai orientar todos os órgãos estaduais de trânsito a adotarem a lei e aplicarem multas a partir de sábado.

Lindolfo Maximiliano Souza, de 42 anos, trabalha há 21 como motoboy. Ele já realizou dois cursos de capacitação que eram obrigatórios para se regularizar como motoboy durante as gestões de Celso Pitta (1997-2000) e Marta Suplicy (2001- 2004). Desta vez, ele não conseguiu até agora agendar uma data para realizar o novo curso.

“Estou com a papelada pronta. Quando fui tentar me inscrever, a resposta que tive é de que as turmas estavam lotadas e não tinha previsão de quando teriam novas”, desabafa. “Parece que tudo que fiz antes para ficar de acordo com a lei não vale de nada. Dá vontade de largar a profissão”, disse.

 

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