segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Maioria dos mototaxistas de Campo Grande já está adaptada às novas regras do Contran

Carlos Eduardo Orácio



Campo Grande é uma das primeiras cidades do país, onde os mototaxistas já se adequaram às novas regras do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). É o que garante o vice-presidente do Sindicato dos Mototaxistas, Carlos Marques. Ele aponta que aproximadamente 80% dos profissionais já fizeram as adaptações e o curso de reciclagem.

Segundo ele, uma parceria entre o Sindicato, a Prefeitura Municipal e o Detran/MS possibilitou que os cursos exigidos pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) fossem realizados. “No restante do país esse curso custa entre R$ 500 e R$ 800. Só graças a essa parceria foi possível que a categoria fizesse”, conta o mototaxista.

“Aproximadamente mil mototaxistas já fizeram as adaptações e o curso. O restante ainda está em processo, mas até setembro já terão concluído”, aponta Carlos sobre as adaptações para aumento de segurança recomendadas pelo Conselho.

Entre os novos itens obrigatórios de segurança previstos na legislação federal, estão coletes e capacetes com dispositivos retrorrefletivos, proteção para motor e pernas, além de aparador de linha, também conhecido como antena corta-pipa. O condutor que não cumprir as novas regras estará sujeito às penalidades e às medidas administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que pode chegar a multa no valor de R$ 191,54, apreensão da motocicleta e até mesmo a suspensão da carteira de habilitação (CNH), dependendo da infração cometida.

As regras seriam aplicadas a partir deste sábado, mas foram adiadas para fevereiro de 2013. De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), como a maioria dos condutores ainda não conseguiu se adequar às novas regras, os conselheiros resolveram prorrogar a data de fiscalização, quanto a obrigatoriedade do curso especializado.

Programa

Além da modificação no prazo de fiscalização do curso, foram feitas outras duas alterações. A primeira aumenta o número de entidades que podem oferecer os cursos especializados, só realizados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito e pelo Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat). Agora, os cursos poderão ser promovidos também pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs) e por entidades de ensino, desde que comprovada a capacidade técnica necessária.

Sem esse programa, os profissionais não podem receber as licenças municipais. A segunda alteração define que o curso pode ser realizado tanto de forma presencial, quanto por ensino à distância (semi-presencial), com o objetivo de facilitar o acesso dos motoristas ao treinamento. As alterações foram publicadas em resoluções no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 3.

Manifestações

Para pressionar, horas antes do anúncio da decisão, na última quinta-feira, 2, motociclistas fecharam o trânsito na Marginal Pinheiros e nas avenidas Paulista, Brigadeiro Faria Lima e Rebouças, em São Paulo. Andando em comboios, tumultuaram a vida dos motoristas.

Carlos Eduardo Orácio

Maioria dos mototaxis da Capital já estão adaptados com protetores de perna e corta-pipa

Mototaxistas do Rio de Janeiro também realizaram uma manifestação na manhã desta sexta-feira, 3.

 

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