segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Ex-servente de AL e motoboy de SP viram empreendedores individuais

Os dois são exemplos de empresários que saíram da informalidade.
Hoje, no Brasil, mais de 2,7 milhões de trabalhadores já estão formalizados.

Do PEGN TV

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Em Alagoas, um ex-servente de pedreiro transformou uma receita caseira de sabão em um negócio lucrativo. Em São Paulo, um motoboy monta uma rentável distribuidora de água.

O servente e o motoboy tinham serviços informais e agora são empreendedores individuais. Hoje, no Brasil, mais de 2,7 milhões de trabalhadores já estão formalizados.

Erik Vasconcelos perdeu o emprego de motoboy em 2009. Com a ajuda da noiva Bruna Regina, ele montou, em casa, uma distribuidora de água mineral.

“Eu tive que pegar um fundo de garantia que era o único dinheiro que eu tinha de recurso e colocar na empresa, comprar 30 galões, era aquilo ou nada”, revela.

O empresário investiu R$ 500. Mas o negócio informal não ia bem. Os clientes exigiam nota fiscal, que Erik não tinha. No ano passado, com a orientação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), ele decidiu: era hora de se formalizar.

“A formalização é uma forma do empreendedor se tornar ter uma forma melhor de trabalho ele pode comprar de uma forma diferenciada, ele pode ter uma comprovação de renda, acesso a crédito, melhor acesso ao mercado e ele vai trabalhar pensando no seu futuro como empresa.”

Em seis meses, ele tinha 30 empresas como clientes. E não parou de crescer. Hoje, o empresário paga R$ 3 por um galão de água de 20 litros e revende por R$ 6. Com os lucros, ele está fazendo um site e deu entrada na compra do carro de entregas.

Um dos clientes da distribuidora é uma loja de bolsas. A gerente Margarete Souza compra 16 galões por mês. “A empresa não aceita sem nota fiscal, para comprovar que a gente realmente comprou, então isso é muito importante”, diz a gerente.

Hoje, o empreendedor tem 200 clientes, vende 300 galões por mês, fatura R$ 2 mil e tem muitos sonhos. “Sair daqui, ter uma empresa com a porta aberta, com clientes de todas as regiões. E crescer bastante, mas não só crescer. Crescer com qualidade também”, diz.

Em Alagoas, uma história parecida. Pedro Felipe dos Santos saiu de desempregado da construção civil para o “rei do sabão”. Pedro vai para a rua atrás de matéria-prima.

Na lanchonete, o óleo usado é separado em baldes e o empresário recolhe tudo o que pode. “Ele trabalha com a reciclagem para fazer o sabão, e com isso também tem a responsabilidade social”, revela o gerente Felipe Machado da Silva.

Em casa, Pedro coa a gordura para retirar a sujeira. Depois, mistura o óleo em uma espécie de liquidificador gigante. Adiciona carbonato de sódio e eucalipto - para dar um cheirinho agradável. Tudo com máscaras e luvas, porque os produtos são perigosos.

Com a ajuda da esposa, Dayse Maria da Silva, ele começou a fazer sabão. Faltava agora sair da informalidade. Foi com a ajuda do programa Empreendedor Individual que ele abriu, enfim, uma empresa de verdade.

O empreendedor aprendeu a manusear os produtos com segurança. Ele virou um empreendedor individual e conquistou mais clientes.

“Todo EI, aquela pessoa que trabalha por conta própria, que empreende, tem um negócio informal e fatura até R$ 60 mil por ano, ele tem as características de enquadramento dentro da figura jurídica do EI. Pedro, por exemplo, encaixa nessa figura jurídica. Formalizou-se em 2010, teve o apoio do Sebrae na orientação e na capacitação”, explicou Marcos Alencar, do Sebrae em Maceió.

O “rei do sabão” de Alagoas fatura em média R$ 40 mil por ano, vende cada barra por R$ 0,25. Depois, é hora de planejar, para vender mais e crescer. “Pretendo ir para um lugar maior, mais bonito e poder contratar mais pessoas, para ter a mesma felicidade que eu”, diz.

 

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