sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ciclomotores exigem registro e habilitação do condutor

 

 

Ao circular no espaço público, muitas motos elétricas e bicicletas motorizadas têm gerado problemas para os consumidores que compraram o veículo e depois descobriram que não podem utilizá-lo. O Detran/RS esclarece que esses veículos, que hoje correspondem a 0,1% da frota gaúcha, devem ter registro no órgão de trânsito, como qualquer outro veículo automotor (com motor próprio), ou seja, devem ser emplacados e licenciados. Para conduzir esse veículo, o condutor deve ser habilitado na categoria A ou possuir ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor).

 

O tratamento, portanto, para os chamados ciclomotores, é o mesmo dado para uma motocicleta. O Detran/RS registra os ciclomotores, através de seus Centros de Registro de Veículos Automotores (CRVA). No entanto, para que o registro seja possível, o fabricante deve ter pré-cadastro no sistema Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), o veículo deve ter, além do número do chassi, o código marca-modelo homologado pelo Denatran e o Certificado de Adequação à Legislação de  Trânsito - CAT, o que significa que atende a todos os requisitos técnicos de segurança para circular em via pública.

 

É importante, portanto, que antes de comprar o veículo, o consumidor assegure que o modelo escolhido possui esse registro. “Muitos desses veículos são até mesmo construídos artesanalmente, e não são passíveis de regularização no órgão de trânsito”, explica o diretor técnico do Detran/RS, Ildo Mario Szinvelski. O cidadão pode conferir se o veículo pode ou não ser registrado consultando o site do Detran/RS (clique aqui)

 

ou consultar um CRVA. Os endereços dos CRVAs em todo Estado também podem ser consultados no site da Autarquia (clique aqui).

 

Além do cadastro no Denatran, para registrar o veículo, é necessário apresentar a nota fiscal do ciclomotor, como qualquer veículo automotor.

 

Habilitação categoria A

 

Para dirigir ciclomotor, o condutor deve estar devidamente habilitado. Deve, portanto, ter mais de 18 anos. A categoria exigida é a A (motocicleta) ou a ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor).  Como o processo de habilitação é o mesmo para essas duas categorias, os candidatos acabam por optar pela categoria A, que permite dirigir motocicleta também, e não somente ciclomotor.

 

“Esse tipo de transporte não pode ser considerado brinquedo. Ele mata, fere e deixa seqüelas. Não podemos relativizar a segurança e a vida das pessoas”, diz Szinvelski.

 

O condutor de ciclomotor deve cumprir, também, todas as normas gerais de circulação e as normas referentes aos equipamentos obrigatórios e de segurança, como o uso de capacete.  Os lojistas que vendem motos elétricas ou bicicletas motorizadas sem possibilidade de regularização, afirmando que não é necessário emplacamento e habilitação, ferem o Código de Defesa do Consumidor.

 

 

Fonte: Detran/RS

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Licitação para o serviço de mototáxi



 

 

A Prefeitura de João Monlevade, por meio da Secretaria Municipal de Administração, convoca interessados em participar do processo licitatório para seleção de prestação de serviços de mototáxi para reunião na próxima sexta-feira, 31, as 9h, no auditório Leonardo Diniz, na sede do Executivo.

O encontro, que terá a participação da Comissão Permanente de Licitação e de funcionários do Setor de Compras, tem o objetivo de esclarecer e orientar a respeito do edital do processo licitatório.

A abertura da licitação do tipo Concorrência, nº 03/2012, cujo objeto é seleção de pessoas físicas para exploração, mediante a outorga de permissão da Prefeitura de João Monlevade, para prestação de serviços de transporte individual remunerado de passageiros em motocicletas, será realizada no dia 20 de setembro, as 9h, no auditório Leonardo Diniz.

De acordo com o edital do processo licitatório, 185 permissões serão delegadas pela Prefeitura de João Monlevade. A permissão, de caráter pessoal e intransferível, será concedida por dez anos, prorrogável por igual período, a critério do Executivo.

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Regulamentação de mototaxi vigora em setembro


    Encerra nesta sexta-feira (31) o prazo para vistoria dos mototaxistas que participam da seleção da Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito (SSTT) para autorização do exercício legal da atividade. Atualmente há 257 profissionais com registro de mototaxi em Pelotas e 40 em fase final de regulamentação.

    Segundo informações do superintendente de Trânsito da SSTT, Flávio Al-Alam, entra em vigor em setembro a regulamentação da atividade de mototaxista profissional em Pelotas. "No início do mês inicia a fiscalização dos pontos de mototaxi, que irá verificar a situação dos profissionais em atuação na cidade. Serão analisadas a presença do registro do motociclista e a padronização do veículo, baseado na Lei Municipal Nº 5.872/2012", afirma Al-Alam.

    De acordo com o mototaxista, Claudionor Badia Feijó, a regularização está sendo muito positiva, pois valoriza a profissão e incentiva a população a utilizar o serviço. "Além de todos os itens de segurança que passam a ser obrigatórios, agora todos os veículos apresentam um número de prefixo, garantindo a identificação de cada profissional", destaca.

    Obrigatórios
    Os itens obrigatórios envolvem emplacamento adequado; pintura do veículo e dos capacetes na cor laranja; aplicação do prefixo no tanque da motocicleta, no colete e no capacete; presença de acessórios de segurança, como alça metálica traseira para o passageiro, protetor do tipo mata-cachorro e revestimento do cano de escapamento. Os profissionais regulares recebem carteira de autorização do exercício emitida pela SSTT.

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    Curso capacita motofretistas em Fortaleza


    Curso é realizado pelo Sest/Senat de 10 a 15 de setembro.
    Capacitação é voltada para profissionais que transportam cargas em motos.

    Do G1 CE

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    O Sest-Senat oferece curso especializado para motofretistas, em Fortaleza. A função se refere aos profissionais das empresas de transportes de cargas em motocicleta e motoneta. As inscrições podem ser feitas na sede da entidade. A capacitação será realizada de 10 a 15 de setembro, das 13h30 às 17h30, com carga horária de 30h/aula.

    Os interessados em participar do curso têm de ter 21 anos de idade, possuir habilitação na categoria A de, no mínimo, de 2 anos e não estar cumprindo pena de suspensão do direito de dirigir, cassação da carteira nacional de habilitação.  

    O curso pretende ensinar a função e os objetivos do motociclista profissional; as normas de circulação, condução e sinalização diante das responsabilidades com as infrações e penalidades; legislação, documentação e os registros obrigatórios; orientações sobre primeiros socorros. O valor do curso é R$ 150.

    Entre os temas abordados durante o curso estão ética e cidadania na atividade profissional; noções básicas de legislação; gestão de risco sobre duas rodas;segurança e saúde; prática veicular específica (carga ou pessoas). A capacitação será dividida em três módulos, com aulas teóricas e práticas.

    O aluno participante será aprovado no curso se tiver 100% de frequência e, no mínimo, 70% de acerto nas questões referentes ao conteúdo teórico e 70% na avaliação prática. Em caso de reprovação, o participante terá um prazo máximo de 30 dias para realizar um novo teste. O aluno só vai receber o certificado de conclusão do curso, caso ele seja aprovado em todas as unidades do conteúdo programático. 

    Serviço
    Curso Especilizado de Motofretista
    De 10 a 13 de setembro
    No Sest/Senat (Rua Dona Leopoldina, 1050 - Centro)
    Informações: (85) 3304-4111 ou 3304-4104.


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    :: Segurança Pública :: PM se reúne com mototaxistas e motofretistas para cobrar regulamentação do Contran

    Encontro aconteceu na sede da Ampla e reuniu vários profissionais da área
    O 37º Batalhão da Polícia Militar de Araxá promoveu uma reunião com os mototaxistas e motofretistas que atuam na cidade para informar sobre o início da fiscalização referente a regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para o exercício destas atividades. O tenente Pinho comandou o encontro que reuniu muitos motociclistas no auditório da Ampla na tarde desta terça-feira, 28.

    Segundo o tenente Pinho, o primeiro ponto a ser fiscalizado pela Polícia Militar será os equipamentos obrigatórios de segurança. "A partir da segunda quinzena de setembro os mototaxistas e os motofretistas terão que usar colete e capacete com faixas refletivas, antena corta linha de pipa, proteção de pernas e motor conhecido como mata-cachorro, caixas de transporte com faixas refletivas, entre outros", destacou. 

    A resolução prevê também que os motociclistas terão que ter no mínimo 21 anos de idade e ter pelo menos dois anos de Carteira de Habilitação na categoria A. Em relação ao curso de capacitação destes profissionais o tenente Pinho confirmou a prorrogação do prazo para esta exigência. "A resolução 410 prorrogou o prazo para a realização do curso de capacitação até o mês de fevereiro de 2013. Araxá já está oferecendo este curso através de uma empresa credenciada e a informação que temos é que os mototaxistas e motofretistas poderão fazer o curso no Sest/Senat a partir de janeiro do ano que vem", declarou. 

    Um ponto polêmico da resolução do Contran diz respeito ao transporte de gás de cozinha e água mineral. O tenente Pinho afirma que estes produtos só podem ser transportados por motos com a utilização do sidecar. "A lei é bem clara neste sentido e o transporte de gás e água em semi-reboques e triciclos é ilegal. Vamos ter que fiscalizar também o cumprimento desta legislação. Neste primeiro momento estamos usando o bom-senso e explicando aos profissionais que desenvolvem este trabalho sobre esta exigência. Após esta etapa educativa vamos cobrar o adequamento dos prestadores de serviço o que deverá acontecer no prazo máximo de duas ou três semanas", afirma o tenente Pinho. 

    A assessora de Transporte e Trânsito da Prefeitura de Araxá, Viviane Antunes, também participou do encontro. Segundo ela, o município estará regulamentando as motos utilizadas para o transporte de cargas e passageiros a partir do segundo semestre deste mês de setembro. "As motos que realizam estes serviços terão que usar placas vermelhas", disse. 

    Viviane explicou ainda que o serviço de mototaxi em Araxá vai passar por um processo de credenciamento das empresas que ganharam a última licitação. "Este credenciamento deverá acontecer no mês de janeiro de 2013. Iremos primeiro agendar com as empresas uma discussão no mês que vem sobre o decreto regulamentador que deverá ser público em novembro próximo", explica a assessora. 

    Araxá terá quinze empresas credenciadas para oferecer o serviço de mototaxi no município. "Cada uma destas quinze empresas poderá ter até 25 mototaxistas", arrematou.

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    quarta-feira, 29 de agosto de 2012

    Desinteresse compromete cursos obrigatórios de mototáxi


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    Seg, 27 de Agosto de 2012 16:43

    Os cursos obrigatórios de capacitação para mototaxistas e motofretistas, obrigatórios pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), estão comprometidos em Franca, em razão do desinteresse dos profissionais que atuam no setor. Esse comportamento passou a ficar mais claro a partir do anúncio da prorrogação do prazo de fiscalização, que seria no início desse mês e foi transferido para o dia 3 de fevereiro de 2013. A secretaria de Segurança e Cidadania está preocupada com essa situação e alerta que há um risco claro, por falta de alunos, do curso que foi trazido para Franca depois de muito empenho da Prefeitura, junto ao sistema SEST/SENAT, deixar de ser realizado aqui.

    Isso porque houve a necessidade de movimentar uma complexa logística que envolveu a reserva dos espaços cedidos pela Prefeitura para atender até três turmas por período, contratação de monitores e destinação dos veículos utilizados para as aulas práticas, tudo regulamentado em um Termo de Cooperação Técnica que foi firmado pelas partes. A partir dessa semana, no entanto, não houve número para as aulas do curso de mototaxistas. Em razão disso, nessa segunda-feira, teve início apenas o curso para motofretistas, mas o futuro sobre o que pode acontecer é incerto, revelou o secretário municipal Sérgio Buranelli. Ele sinalizou que a hipótese mais provável é que não havendo mais alunos o curso deixe de ser oferecido na cidade e as futuras turmas tenham que se deslocar até Ribeirão Preto, com os custos adicionais e problemas com o deslocamento.

     

    Os números

    De acordo com levantamentos feitos até o final de semana para mototaxistas até o momento, participaram dos três cursos ministrados em Franca, 70 profissionais, enquanto para motofretistas houve a participação de 137 pessoas. A previsão inicial para este mês é que pelo menos 300 profissionais participassem da capacitação obrigatória, o que não ocorreu. E o mais comprometedor é que não tem havido interesse pelas pré-inscrições que devem ser feitas na sede do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), no complexo Integra-SP, no centro da cidade. Preocupado com os eventuais prejuízos futuros para quem deseja exercer a profissão e não estará apto, o secretário Sérgio Buranelli fez um apelo aos dirigentes da Associação dos Mototaxistas para que se mobilizem e sensibilizem os profissionais a aproveitarem essa oportunidade que foi criada.

    Em relação à situação dos motofretes, contatos foram e continuam sendo feitos com várias empresas que têm profissionais envolvidos com a entrega de mercadorias, para que também se mobilizem e aproveitem essa chance do curso na cidade. Por fim, um outro alerta da secretaria de Segurança e Cidadania é que essa participação no curso obrigatório ocorra pelo menos dois meses antes do prazo de início da fiscalização. Isso para que haja tempo da inserção do curso constar na carteira de habilitação. A obrigatoriedade dos equipamentos básicos de segurança nas motos, tanto para o transporte de pessoas como de mercadorias continua e está sendo fiscalizada normalmente. Outras informações podem ser obtidas no PAT, tel. 3723-5539.


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    terça-feira, 28 de agosto de 2012

    Mototaxistas e motofretistas devem fazer pré-cadastro para regularizar profissão

     

    Divinópolis | Sábado, 25 de agosto de 2012 - 9h 35
    Por: Flaviane Oliveira

    Desde o último ano, os profissionais que trabalham como mototaxistas e também motofretistas estão guardando a legalização da profissão em Divinópolis. Após uma série de reuniões na cidade, a Secretaria de Trânsito e Transportes (Settrans) inicia o chamamento público para a realização de um pré-cadastro dos profissionais.


    Para esse cadastro, a Settrans leva em conta a Resolução 356 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que estabelece requisitos mínimos para o transporte remunerado de passageiros mototaxi e transporte de cargas motofrete. De acordo com a publicação do Diário Oficial dos Municípios Mineiros, o pré-cadastro partiu da necessidade de um diagnóstico sobre a situação do serviço de mototaxi e motofrete no Município devido a ausência de um inventário para apresentar o número de profissionais dessas duas áreas que atuam em Divinópolis.


    De acordo com a assessora jurídica da Settrans, Rosemary Lasmar da Costa, todas as pessoas que já trabalham como condutores motofrete e mototaxi devem fazer o pré cadastro. Não ha limites ou número de pessoas pré estipulados, “A partir da compilação de dados deste pré cadastro teremos um diagnóstico dos profissionais no Município. Assim a Comissão instituível pelo Decreto 10.731/2012 poderá trabalhar com base em dados reais para elaborar uma proposta de legalização da prestação do serviço na cidade” informou.


    As discussões para a legalização do trabalho dos mototaxistas e motofretistas foram iniciadas há vários meses. Para a elaboração da proposta de regularização dessas profissões em Divinópolis, um grupo foi criado e ficará responsável por esse pré cadastro.

    CHAMAMENTO


    Todos os profissionais interessados em trabalhar como mototaxi ou motofrete deverão fazer o pré cadastro. Não podem participar do pré cadastramento aqueles que não possuam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria “A” ou que estejam com a CNH suspensa ou que não morem em Divinópolis.


    Os motofretistas e mototaxistas deverão procurar a Settrans em 30 dias, de oito às 11 da manhã e de uma às cinco da tarde para preencher a ficha de pré cadastro dos prestadores de serviço no Município, levando comprovante de endereço, Identidade e CPF, dados da Empresa, Cooperativa ou Associação a que estiver vinculado, Carteira de trabalho e Carteira Nacional de Habilitação.


    Os resultados não poderão não ser publicados, pois de acordo com o Diário Oficial, “Fica consignado que não haverá obrigatoriamente a publicação de resultados do presente Chamamento Publico, haja visto que, o cadastro tem caráter tão somente de diagnóstico administrativo com o objetivo de orientar o grupo de trabalho responsável pela elaboração da proposta de legalização e orientação ao procedimento de pré cadastro dos prestadores do serviço de mototaxi e motofrete no Município de Divinópolis[...]”. Outras informações e esclarecimentos podem ser obtidos na Secretaria de trânsito pelo telefone 3222-1102.

     

    segunda-feira, 27 de agosto de 2012

    Motos são 2 vezes mais roubadas do que carros em Salvador

    Motos têm frota bem menor, mas somam um terço dos roubos

    26.08.2012 | Atualizado em 26.08.2012 - 08:58

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    Juan Torres e Bruno Wendel
    mais@correio24horas.com.br

    Uma arma na cabeça e a única certeza do mototaxista Anderson* era de que não poderia mais ver a mulher e a filha recém-nascida. “É como se a morte tivesse pedido carona”, conta. Em março deste ano, uma loira, de vestido estampado, montou em sua moto. Eram por volta das 19h no Lobato. Ele a levou até a Rua São Luís – local de pouca iluminação.

    Quando esperava os R$ 2 pela corrida, teve como pagamento um revólver calibre 38 direcionado para sua cabeça. Era o comparsa da mulher, que surgiu em meio à escuridão e o retirou do veículo a tapas. O casal fugiu na moto e o caso foi mais um para a estatística da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

    Levantamento feito pelo o CORREIO com base em dados divulgados diariamente pela SSP mostra que em cada três veículos roubados em Salvador, um é moto – foram 2.163 carros e 947 motos levados pelos ladrões só este ano. No entanto, como a frota de motos é quase seis vezes menor do que a de carros (96.291 contra 555.775, segundo o Detran), o cálculo mostra que, proporcionalmente, rouba-se 2,5 vezes mais motos do que carros na capital - 9,83 de cada mil motos foram roubadas este ano, contra um índice de 3,89 dos carros.

    Entre os 20 bairros onde há mais roubos de motos, três chamam a atenção pela desproporção entre o número de motocicletas e carros roubados: na Baixa do Fiscal, 92% dos veículos roubados são motos, no Largo do Tanque essa proporção é de 84% e no Lobato – onde Anderson foi assaltado - 77%.



    Para delegado Nilton Borba, da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubo de Veículos (DRFRV), o roubo de motos tem relação direta com o poder aquisitivo dos bairros. “Você não vê tantas motos na Pituba como no Largo do Tanque e adjacências, por exemplo”, declara. A Pituba, inclusive, que é a quarta colocada no roubo de carros (133 roubos, atrás só de Brotas, Itapuã e Cabula), soma 11 roubos de motos e só vai aparecer na 27ª posição nesse ranking.

    Violência
    A violência é elemento constante nos roubos de motos. De cada 10 motos levadas por assaltantes, 9 são tomadas na presença do proprietário e uma é furtada. Há mais de cinco anos trabalhando no ponto de mototáxi no Largo do Tanque, Roberto* teve o veículo levado há cerca de dois meses. Era uma Honda vermelha, modelo 2011, - “um sonho de consumo” para ele.

    Roberto conta que um homem pediu para ser levado à Boa Vista de São Caetano, mas no meio da Ladeira de São Caetano o passageiro pediu para parar. “Achei que ele passava mal. Então encostei a moto”. Em seguida, o homem mostrou-lhe a arma.

    Para continuar a trabalhar, Roberto comprou outra moto, mas desta vez mais simples. “A gente não pode botar moto nova para rodar porque até os próprios caras do bairro ficam de olho”, diz o mototaxista.

    Hoje, Roberto tem mais cautela. “Se alguém pedir uma corrida para a invasão de Nova Constituinte (em Paripe), só levo até o largo do bairro e que o outro mototaxista da área faça o resto”, ensina. Ele conta que certa vez, tinha acabado de deixar uma morena no Lobato, quando um rapaz, com um blusão folgado, pediu para levá-lo para uma rua. “Estranhei porque ele não pediu para outro mototaxista da área que já estava ali há um bom tempo. Então disse pra ele que não trabalhava no ponto dos outros e saí”, conta.

    O auxiliar de escritório Fernando* mora a cerca de 100m do Complexo Policial da Baixa do Fiscal, numa casa de dois andares e garagem no térreo, onde ficam guardados a moto dele – uma Honda Pop 100 - e o carro da mãe. Há três semanas, ele saía de casa para trabalhar. Quando se preparava para dar a partida da moto, três outros motoqueiros (dois numa moto), se aproximaram a anunciaram o assalto.

    “Foi algo inevitável! Nem tive reação. Já estavam esperando eu sair. Agora, estou andando de ônibus”, conta. Ele disse que prestou queixa na DRFRV, mas até agora não teve notícias de recuperação. “A esta hora, a moto deve estar sendo usada em crimes ou foi desmontada e montada numa outra”, deduz. O próprio delegado da DRFRV reconhece que a recuperação de motos é muito mais difícil que a de carros, justamente pela facilidade em desmontá-la e revender as peças.

    Aumento
    As estatísticas da SSP indicam ainda um crescimento de 50% no número de roubos de veículos - carros e motos - com relação ao ano passado.
    De acordo com boletins mensais da SSP - que em média apresentam números 21% mais altos que os diários -, de janeiro a junho do ano passado foram roubados em Salvador 2.884 veículos, contra 4.257 no mesmo período deste ano.

    *nomes fictícios

    Colaborou Luana Ribeiro

     

    Lei regulamenta Mototáxi em Jacarezinho

    Publicada no Diário Oficial a regulamentação do serviço de Mototáxi já está em vigor, desde o dia 10 deste mês. No entanto dá 180 dias para que o setor se organize e que as pessoas saibam das novas normas que regem os serviços prestados.

    Releia matérias anteriores

    Esta reportagem contribui para que este conhecimento seja amplo por parte da população que deverá fiscalizar o setor, tanto no cumprimento da lei por parte dos prestadores de serviço, quando no processo de fiscalização da prefeitura que ao aprovar uma lei terá a obrigação de não medir esforços para que ela seja cumprida.

    Denominado de serviço de transporte individual de passageiro, mototáxi, a Lei aprovada na Câmara Municipal e sancionada pela Prefeita Tina Toneti coloca a legislação municipal em consonância com a Lei Federal 12.009 de 29 de julho de 2009.

    A nova lei exige algumas providências que devem ser tomadas por quem deseja continuar prestando o serviço ou para quem deseja começar a trabalhar nesta profissão.

    Além de ter idade mínima de 21 anos e pelo menos 2 anos de habilitação na categoria o mototaxista deverá possuir permissão ou autorização do município para o exercício da função, com recolhimento de impostos a serem pagos mensalmente.

    Além disto a motocicleta a ser utilizada deverá ter faixa padrão amarela com a inscrição mototáxi visivelmente aposta no tanque de combustível do veículo. E o piloto deverá utilizar colete de identificação, o qual deverá conter a identificação de mototaxi, de forma facilmente legível e visível.

    A lei também impõe normas comportamentais e de vestimentas. Por exemplo, não é permitido o uso de bermudas, somente calça comprida. E o envolvimento em acidentes e outras faltas poderão ocasionar a perda da licença para trabalhar neste setor.

    Espera-se uma maior disciplina e segurança no setor, tanto para o passageiro quanto para os prestadores de serviço.

    Para ter acesso a publicação da lei com sua redação original, clique aqui.

     

    Angelim entrega novas credenciais para mototaxistas

     

    Qui, 23 de Agosto de 2012 16:25 Asscom/PMRB

    Na semana passada, a RBTrans realizou a entrega do documento para os taxistas. São carteiras produzidas com o mesmo material usado nos cartões de crédito, que a princípio podem durar, se bem cuidadas, até quatro anos

    O prefeito Raimundo Angelim entregou nesta quinta-feira, 23, 120 credenciais de mototaxista em cerimônia realizada na sede da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (RBTrans). No total, serão entregues 800 credenciais ao longo dos próximos dias (cerca de 100/dia) para que até a metade do próximo mês todos os mototaxistas tenham trocado de credencial.

    Na semana passada, a RBTrans realizou a entrega do documento para os taxistas. São carteiras produzidas com o mesmo material usado nos cartões de crédito, que a princípio podem durar, se bem cuidadas, até quatro anos. A credencial antiga, de papel, perdia rapidamente sua qualidade devido à exposição ao sol e à chuva, uma vez que a atividade de mototaxista é ao ar livre.

    O superintendente da autarquia, Ricardo Torres, fez uma apresentação em forma de “túnel do tempo” para lembrar como o sistema funcionava antes de Angelim assumir a Prefeitura. Em 2005, como exemplo principal citado por Torres, o sistema de trânsito era gerenciado por uma estrutura frágil, sem equipamentos nem pessoal. Hoje, com a criação da RBTrans, os usuários do sistema tem plena convicção da segurança de seus direitos e os detentores de concessão para o transporte público sabem exatamente onde procurar seus direitos.

    Em 2005, os veículos de transporte de concessão pública, tanto táxis quanto mototáxis e outros, não tinham padronização, eram velhos e todo mundo corria perigo. Hoje, a frota de táxis é nova, assim como a de ônibus coletivo. Os mototáxis estão padronizados, as motos são de boa qualidade e os usuários tem a certeza de estarem lançando mão de um serviço legalizado.

    O presidente do Sindicato dos Mototaxistas de Rio Branco, Pedro Mourão, agradeceu pelos avanços e pelo compromisso de Angelim e seus assessores com a categoria, aproveitando para expor também as demandas e reivindicações futuras, como o aumento do número de abrigos e maior fiscalização contra os mototaxistas clandestinos, os chamados pirangueiros. “O prefeito sempre esteve pronto a nos ajudar e por isso agradecemos”, disse Mourão.

    Foram citados também os tempos em que as ruas de Rio Branco eram tomadas pela buraqueira, citando o trabalho desenvolvido pela Prefeitura no asfaltamento, duplicação e implantação de vias –serviços que melhoraram substancialmente a vida dos trabalhadores no sistema, taxistas, mototaxistas e freteiros.

    Atualmente o Município possui frota superior a 130 ônibus distribuídos em 50 linhas regulares na zona urbana e outras quatro na área rural. De acordo com dados do Rbtrans aproximadamente dois milhões de passageiro fazem uso do Sistema de Transporte coletivo todos os meses usando como base o Terminal Urbano, no centro da Capital. Já o transporte particular conta com 603 taxistas 800 mototaxistas regularizados, levando-se em conta os titulares e os condutores reserva. Para se uma ideia, Rio Branco possui hoje 144 mil metros quadrados de área urbana e faz-se necessário o investimento no transporte para garantir a acessibilidade e o deslocamento da população. O Plano Diretor de Transporte e Trânsito, produzido na gestão de Angelim, indica o que é prioritário.

    “É uma coisa boa que a gente espera que dê certo”, disse o mototaxista Carlos Jorge, há treze anos na praça, ao receber sua credencial nova.

    Motos novos e profissionais qualificados

    Em 2005, a idade média da frota de motos usadas como táxi em Rio Branco era 4,4 anos. Com a organização do sistema, os veículos passaram a ser novos e seguros, alcançando idade média de 2,7 anos em 2011. Os licenciamenentos, a legalização do veículo subiu de 45% do total em 2005 para 98,2% em 2011. Em Fortaleza, capital do Ceará, 60% das motos foram detidas pela fiscalização por falta de licenciamento. Dados de 2009 sugerem que o cenário sócio-econômico de Rio Branco aponta para um crescimento de 14% ao ano da frota. Para absorver o impacto desse crescimento várias medidas têm sido adotadas desde 1999 e potencializadas a partir de 2005. Nesse período foram iniciadas as obras de duplicação do acesso ao aeroporto internacional, na BR 364; a construção da Via Chico Mendes, Avenida Antônio da Rocha Viana, Via Verde, Parque da Maternidade, terceira ponte sobre o rio Acre, Parque Tucumã, primeira etapa da nova Avenida Ceará e duplicação da Avenida Valdomiro Lopes, 4ª Ponte, Avenida Amadeo Barbosa, entre outras obras. Com elas, a cidade passou a contar com mais de 60 quilômetros de ciclovia, proporcionalmente uma das maiores malhas do País para bicicletas. Os investimentos na sinalização horizontal e vertical também garantem mais comodidade para motoristas, pedestres e motociclistas.

    Números do sistema mototáxi em Rio Branco
    *180 mil viagens ao mês
    *2,6 milhões de viagens por ano
    *1.000 operadores do sistema
    *569 permissões ativas
    *2,7 anos de idade média da frota de motos, a segunda mais jovem do Brasil

     

    Motoboys usam poesia para dar fim a preconceito em São Paulo

     

    "De repente alguma coisa acontece; um trem passando, um pôr do sol, o próprio trânsito", diz Andréa Sadocco, 40. Montada em sua moto Titan vermelha, ela fotografa e inventa poemas a partir de cenas que observa na cidade.

     

    Andréa foi motogirl por seis anos. Agora, se dedica às artes, mas não deixou a moto como meio de transporte.

     

    Ela é uma das integrantes do Coletivo Canal Motoboy, grupo de motoqueiros que se reúne há cinco anos para contar suas histórias na cidade.

     

    O grupo tem de socorrista do Samu (serviço de atendimento de urgência) a professor de filosofia. "Em 2004 entrei no Samu, socorrendo os meus antigos colegas de profissão", diz Marcelo Veronez, 40, conhecido como o "Poeta dos Motoboys".

     

    Já o Neka (Eliezer Muniz), 40, deixou de ser motoboy para estudar filosofia na USP.Hoje, ele é professor de uma escola da rede pública na periferia e escritor.

     

    O que todos eles querem é mudar a imagem negativa dos motoboys, que têm fama de perigosos no trânsito --dados da CET mostram que mais de um motociclista morre por dia em São Paulo.

     

    "Existe muito preconceito com o motoqueiro", diz Ronaldo Simão da Costa, 39, motoboy há 20 anos e coordenador do coletivo.

     

    A população de motoboys já soma 160 mil pessoas no Estado. Mas o coletivo ainda é pequeno: tem apenas 12 integrantes, entre eles: Beiço, Deton, Djalma, Mirtão, Neka, Ronaldo, Viralata e Andréa.

     

    Em 2007, com ajuda do artista plástico Antoni Abad, eles começaram a produzir pequenos vídeos e fotos a partir de celulares e a escrever texto em prosa e poesia para o site megafone.net.

     

    Todo o material produzido vai para o site, que já hospeda milhares de registros. São fotos de encontros da turma, mensagens no Dia das Mães, cenas de trânsito, acidentes, orações e festas regadas a cerveja enlatada. "Todos os dias eu tirei uma foto, durante cinco anos", diz Andréa.

     

    Com tanta produtividade, os motoboys dizem que a tecnologia já está ficando ultrapassada. "Estamos mudando a plataforma porque o servidor ficou muito carregado", afirma Ronaldo.

     

    Até a próxima quinta, eles organizam a Semana da Cultura Motoboy, junto com a mostra "Estéticas das Periferias". A programação inclui debates e alguns saraus de poesia. Outras informações pelo site "[www.esteticasdaperiferia.org.br]": http://www.esteticasdaperiferia.org.br/programacao/seminario

     

    Ex-servente de AL e motoboy de SP viram empreendedores individuais

    Os dois são exemplos de empresários que saíram da informalidade.
    Hoje, no Brasil, mais de 2,7 milhões de trabalhadores já estão formalizados.

    Do PEGN TV

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    Em Alagoas, um ex-servente de pedreiro transformou uma receita caseira de sabão em um negócio lucrativo. Em São Paulo, um motoboy monta uma rentável distribuidora de água.

    O servente e o motoboy tinham serviços informais e agora são empreendedores individuais. Hoje, no Brasil, mais de 2,7 milhões de trabalhadores já estão formalizados.

    Erik Vasconcelos perdeu o emprego de motoboy em 2009. Com a ajuda da noiva Bruna Regina, ele montou, em casa, uma distribuidora de água mineral.

    “Eu tive que pegar um fundo de garantia que era o único dinheiro que eu tinha de recurso e colocar na empresa, comprar 30 galões, era aquilo ou nada”, revela.

    O empresário investiu R$ 500. Mas o negócio informal não ia bem. Os clientes exigiam nota fiscal, que Erik não tinha. No ano passado, com a orientação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), ele decidiu: era hora de se formalizar.

    “A formalização é uma forma do empreendedor se tornar ter uma forma melhor de trabalho ele pode comprar de uma forma diferenciada, ele pode ter uma comprovação de renda, acesso a crédito, melhor acesso ao mercado e ele vai trabalhar pensando no seu futuro como empresa.”

    Em seis meses, ele tinha 30 empresas como clientes. E não parou de crescer. Hoje, o empresário paga R$ 3 por um galão de água de 20 litros e revende por R$ 6. Com os lucros, ele está fazendo um site e deu entrada na compra do carro de entregas.

    Um dos clientes da distribuidora é uma loja de bolsas. A gerente Margarete Souza compra 16 galões por mês. “A empresa não aceita sem nota fiscal, para comprovar que a gente realmente comprou, então isso é muito importante”, diz a gerente.

    Hoje, o empreendedor tem 200 clientes, vende 300 galões por mês, fatura R$ 2 mil e tem muitos sonhos. “Sair daqui, ter uma empresa com a porta aberta, com clientes de todas as regiões. E crescer bastante, mas não só crescer. Crescer com qualidade também”, diz.

    Em Alagoas, uma história parecida. Pedro Felipe dos Santos saiu de desempregado da construção civil para o “rei do sabão”. Pedro vai para a rua atrás de matéria-prima.

    Na lanchonete, o óleo usado é separado em baldes e o empresário recolhe tudo o que pode. “Ele trabalha com a reciclagem para fazer o sabão, e com isso também tem a responsabilidade social”, revela o gerente Felipe Machado da Silva.

    Em casa, Pedro coa a gordura para retirar a sujeira. Depois, mistura o óleo em uma espécie de liquidificador gigante. Adiciona carbonato de sódio e eucalipto - para dar um cheirinho agradável. Tudo com máscaras e luvas, porque os produtos são perigosos.

    Com a ajuda da esposa, Dayse Maria da Silva, ele começou a fazer sabão. Faltava agora sair da informalidade. Foi com a ajuda do programa Empreendedor Individual que ele abriu, enfim, uma empresa de verdade.

    O empreendedor aprendeu a manusear os produtos com segurança. Ele virou um empreendedor individual e conquistou mais clientes.

    “Todo EI, aquela pessoa que trabalha por conta própria, que empreende, tem um negócio informal e fatura até R$ 60 mil por ano, ele tem as características de enquadramento dentro da figura jurídica do EI. Pedro, por exemplo, encaixa nessa figura jurídica. Formalizou-se em 2010, teve o apoio do Sebrae na orientação e na capacitação”, explicou Marcos Alencar, do Sebrae em Maceió.

    O “rei do sabão” de Alagoas fatura em média R$ 40 mil por ano, vende cada barra por R$ 0,25. Depois, é hora de planejar, para vender mais e crescer. “Pretendo ir para um lugar maior, mais bonito e poder contratar mais pessoas, para ter a mesma felicidade que eu”, diz.

     

    domingo, 26 de agosto de 2012

    Qual o valor e importância real do instrutor de trânsito?

     

    quarta-feira, 22 de agosto de 2012

     

     

    O instrutor de trânsito passou a ser reconhecido profissionalmente graças ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que sancionou lei regulamentando a profissão de instrutor de trânsito.

    O instrutor de trânsito (ou de autoescola, como era reconhecido), quando não tinha reconhecimento profissional, de sua importância havia apenas o mero preparar para passar na prova do DETRAN – antes de 1997, no qual foi criado o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), só existiam aulas práticas de direção nas autoescolas, o instrutor teórico praticamente não existia tal como o conhecemos na atualidade.

    O CTB deu luz quanto à aprendizagem, humanização e conscientização aos cidadãos brasileiros no respeito à vida humana nas vias terrestres. Não bastava apenas ensinar o futuro condutor noções de dirigibilidade, e muito pouco já que se visava apenas à aprovação na prova prática de direção, contudo, sim, a formação necessária ao complexo ambiente trânsito.

    O instrutor teórico surge como transmissor, educador, conscientizador e filósofo de um novo comportamento diante da estrutura social, complexa, que é o trânsito terrestre. Não basta mais o simples guiar do veículo, mas perceber-se como indivíduo inserido numa coletividade humana e, cada qual, responsável pela qualidade de vida equânime.

    Diante de décadas comportamentais perigosas de condutores, pedestres e ciclistas, o instrutor de trânsito teórico abraçou a responsabilidade de mudar os maus hábitos adquiridos perigosos à vida humana. O candidato à habilitação de trânsito terrestre se depara, quando dentro de uma sala de aula, com informações não meramente informativas, mas, sim, informações que façam os candidatos refletirem sobre seus comportamentos.

    O instrutor de trânsito, na qualidade de instrutor teórico, além de ensinar sobre sinalização e regras de trânsito, fornece a cada aluno a valorização da vida. Não basta somente saber sobre as leis, as consequências de desrespeitá-la, as informações contidas nos sinais de trânsito. E dado aos alunos ou candidatos à habilitação a visão profunda dos comportamentos psicológicos no trânsito viário terrestre.

    O ser humano age pelo seu pensar, e através de seu pensar é que se produzirão consequências. E pela aguçada sensibilidade psíquica do instrutor, aprendida nas salas de aulas de curso de capacitação de instrutor de trânsito, e as contínuas leituras de tratados psicológicos ao comportamento humano, o profissional-educar, teórico, ensina, aprimora qualidades, desperta, nos alunos, o autoconhecimento diante dos próprios comportamentos automáticos.

    Eis a importância do instrutor teórico. Contudo, este profissional ainda não tem o seu devido reconhecimento como educador, seja intelectual ou emocional, que trará novas condutar, benéficas, comportamentais ao segmento social trânsito. Apesar de parecer mera questão simplista, quanto ao educar para o convívio harmonioso no trânsito, o cidadão, na esfera desta parcela social, também desenvolverá comportamentos sociáveis em demais esferas da sociedade como o todo. Sim, pois o comportamento é a base do pensar do ser seja onde ele estiver.

    O condutor, que ora pode ser ciclista ou pedestre, tem seu comportamento não apenas delimitado no trânsito terrestre, mas em todos os locais onde esteja. Assim, da aprendizagem elucidativa, nas salas de aulas, o discernir por si mesmo, através da auscultação interior, o comportamento nocivo, que deve ser desenraizado das entranhas de seu ser, para dar lugar a gênese do comportamento equilibrado, precavido, respeitoso na totalidade da própria existência.

    Do ensino ao discernimento interior, um “novo” ser humano existe sob a máxima do pensar antes de agir, auscultar-se como ser vivo, que é frágil e deve se valorizar em sua condição de ser vivo. Mas não apenas individualizado na sua totalidade, pois não pode agir livremente, quando inserido em um grupo humano, todavia o reconhecimento de sua individualidade sem antes infringir dor aos demais indivíduos.

    Apensar de elucidativo o texto acima, a realidade da vida do instrutor de trânsito é cruel – assim como de outros educadores no Brasil. O instrutor de trânsito tem grande responsabilidade em mãos: primeiro, o educar, mudar comportamentos nocivos; segundo, o de não cometer infrações de trânsito que possam levar a cassação da credencial; terceiro, a possível responsabilidade no acidente de trânsito de algum ex-aluno.

    Mas diante de tantas exigências, resta ao instrutor de trânsito a realidade enfadonha do piso salarial desproporcional as exigências quanto a sua profissão. Nenhum outro profissional é responsável pelos erros de seus alunos, quando estes já formados.

    Eis uma tabela que demonstra o piso salarial dos instrutores

    Fonte: ATENÇÃO PARA OS NOVOS VALORES 2012/2013

    Pelo que se vê dos salários dos instrutores (não pensem que a remuneração baixa é só no RJ), dos demais empregados e até dos atendentes – não quer dizer que estes não possuem as devidas responsabilidades respectivas aos tipos de tarefas – na tabela acima, é de considerar que os instrutores de trânsito, diante das responsabilidades e das exigências, quanto à formação profissional e preparação de novos condutores (mas condutor também é pedestre) que possuem, não é cabível o piso salarial. Não podemos esquecer que há descontos sobre o salário, um deles é a previdência social, por exemplo. O que sobrará de dinheiro no bolso despois dos descontados na CTPS? E será que o salário final dará ao instrutor, por exemplo, teórico – tirando os compromissos de pagar luz, água, aluguel e/ou condomínio – de se reciclar profissionalmente? Bons livros de direito na área de trânsito terrestres são mais de R$ 50,00. E será que as jornadas de trabalho versus tempo disponível compensarão, darão condições de leituras das constantes resoluções e portarias do Contran?

    O que os legisladores, as autoridades esperam realmente dos instrutores de trânsito se não há respaldo a sua importância profissional educadora? Respaldo de salário digno em que dá condições de viver dignamente.

    Qual o valor e importância real do instrutor de trânsito?

    Não estranhe o tamanho (letras) da frase acima. É a realidade: nada.



    Leia mais: http://www.transitoescola.net/2012/08/qual-o-valor-e-importancia-real-do.html#ixzz24fEj1mX8