quinta-feira, 19 de julho de 2012

Reajuste das tarifas do mototáxis chega a 40% e população não foi avisada

O reajuste é arbitrário e está sendo praticado por falta única e exclusiva de fiscalização da Semtran.

 


Enquanto os trabalhadores do sistema de transporte coletivo urbano de Porto Velho entravam em greve, na semana passada, para garantir reposição salarial de 6%, os mototaxistas fizeram por conta própria, sem alarde e totalmente ao arrepio do conhecimento do município um reajuste de 66% em sua tarifa normal.


A corrida, que antes era de R$ 5 hoje é cobrada a R$ 7, mas dependendo da distância e do horário, pode chegar a R$ 15 ou R$ 20. Os próprios mototaxistas admitem que o aumento se deu por conta própria, alegando que a tarifa de R$ 5 já durava 3 anos, além do quê houve aumento do combustível e da concorrência entre eles mesmo.


Não se tem idéia de concessão de aumento por parte do município, até porque matéria envolvendo reajuste de tarifa de transporte pública passa obrigatoriamente pelo crivo da Câmara Municipal. Na realidade, o reajuste é arbitrário e está sendo praticado por falta única e exclusiva de fiscalização da Semtran.


No ano passado, através de decisão judicial, foi suspenso o uso dos velocímetros, sob a alegação de que eles não estavam adaptados para o serviço do mototáxi, e ainda gerava despesa excessiva para os mototáxis. A determinação deu azo para que os mototáxis hoje cobrem do passageiro um valor de sua conveniência pela corrida.


O serviço mototáxi se instalou em Porto Velho por causa da inoperância das empresas de coletivos urbanos que cobram uma das maiores tarifas do País e ainda oferecem um serviço de pouca qualidade. O mototáxi não conseguiu fechar essa lacuna e se transformou em mais um problema para o trânsito da capital.

 

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