quarta-feira, 18 de julho de 2012

Motoboys: só 2% cumprem novas regras


Sindicato alega que não há tempo para que todos façam curso exigido pelo Contran e pede que início da fiscalização seja adiado
Motociclistas terão pouco tempo para se adaptar, segundo sindicato / André Porto/ MetroMotociclistas terão pouco tempo para se adaptar, segundo sindicatoAndré Porto/ Metro

 

Três anos depois de publicada a resolução que regulamenta a profissão de motoboy, apenas 4.000, dos cerca de 200 mil profissionais de São Paulo, estão de acordo com as novas regras, ou seja 2%. A fiscalização começa no dia 4 de agosto.

Ontem, o Sindimotos (sindicato dos motoboys) fez uma reunião com representantes do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), prefeitura, CET e governo do estado, para tentar adiar novamente o início das fiscalização.

Entre as exigências do Contran estão idade mínima de 21 anos, carteira de habilitação na categoria A com validade de pelo menos 2 anos, antecedentes criminais e um curso de capacitação de 30 horas. As motos terão de ser brancas.

Os motociclistas deverão andar com coletes e capacetes com dispositivos refletivos, proteção para motor e pernas, além de antena "corta-pipa". Quem não respeitar a norma está sujeito a multa de R$  191,54, além de 7 pontos na carteira de habilitação.

Segundo Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimotos, a prorrogação é necessária porque os centros de formação não conseguirão absorver a demanda dos mais de 196 mil profissionais. "É impossível que todos consigam fazer o curso até o começo das fiscalizações.  Queremos um tempo de experiência", diz. 

Procurada, a CET não quis se pronunciar sobre a reunião.  O Contran e o governo estadual também não quiseram se manifestar.

 


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