sábado, 28 de julho de 2012

Lei do motofrete e do mototáxi divide opiniões em Campo Grande

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Nicholas Vasconcelos
 
Motos que fazem entrega de gás e água terão de ter side-car para transporte da carga(Foto: Mariana Lopes)

A lei que regulamenta o serviço de motofrete e de mototáxi divide opiniões em Campo Grande. A medida começa a valer no próximo dia 4 e determina adaptações nos veículos e também um curso de 30 horas para a capacitação dos profissionais.

Nas motos que fazem a entrega de água e gás é obrigatória a instalação de um side-car, equipamento que vai ao lado do veículo e que custa R$ 2,6 mil, em média.

Todos os veículos que trabalham com a entrega devem ter protetor do tipo mata-cachorro, antena corta-pipas e dispositivos de transporte de cargas, como baús sinalizados.

"Vamos aguardar o dia 4, porque a maioria não conseguiu se adequar e também não vamos ter pessoal pra trabalhar porque pouca gente fez o curso", afirma o empresário Valfrido do Prado, que tem uma revenda de gás e água. Ele também questiona que trabalha com a venda do produto e não pela entrega. "Não trabalhamos com motofrete, entregamos aquilo que vendemos e não cobramos por esse serviço", comenta.

Sancionada em julho de 2009 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei 12.009 determina que todos os profissionais que trabalham com entregas de moto devem ter mais de 21 anos, ser habilitados há 2 anos e também um curso de 30 horas oferecido pelo Detran (Departamento de Trânsito ) e por entidades do trânsito. O condutor também tem de vestir um colete e usar capacete, ambos com fitas refletivas.

"A medida veio exigir uma capacitação que é necessária para quem transporta cargas em moto, assim como quem transporta em outro veiculo", destaca Andréia Castanheira, diretora do Sest/Senat/MS (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte em Mato Grosso do Sul). No curso os futuros mototaxistas e motofretistas recebem orientações sobre a legislação, transporte de cargas e passageiros, ética, segurança e saúde e gestão do risco.

Em 2011, 150 alunos fizeram o curso no Sest/Senat, número considerado baixo pela instituição. "A procura é tímida, assim como as demais questões de educação no país, mas acreditamos que ela vai aumentar e estamos prontos para atender a demanda", esclarece Andréia.

A capacitação custa R$ 160 e as turmas têm o número mínimo de 10 alunos. Este ano o Governo do Estado ofereceu 1.260 vagas para o curso gratuito em Campo Grande.

Para a presidente do Simpergasc (Sindicato dos Revendedores de Gás de Mato Grosso do Sul), Neuza Leal, a medida pode trazer atrasos para entrega dos produtos,mas também traz segurança para o setor. "Antes não tínhamos uma segurança legal, a regulamentação traz uma segurança maior", comenta.

Neusa também lembra que como side-car acoplado a moto perde velocidade e também tem maior risco de quebras mecânicas.

Segundo o chefe de fiscalização da Agetran (Agência Municipal de Trânsito), Carlos Guarini, este ano a fiscalização vai apenas orientar os condutores, as multas começam a ser aplicadas somente em janeiro 2013. A multa para quem for flagrado sem o equipamento será de R$127,78 e 5 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

p/ marcelo mansilha... Seu gás quando acaba na hora do almoço você quer que ele chegue em duas horas?

Pensa antes de comentar uma bobagem dessa.

 
cleiton vilela em 28 de julho de 2012 - sábado às 11:29

tudo que é de segurança para esses motoqueiros e motociclistas vem de bom agrado, mesmo que saia dinheiro do bolso.
se pudsse colocaria uma lombado a cada 200m em todas as ruas de campo grande. 
ai quero ver ter acidente.

 
marcelo mansilha em 28 de julho de 2012 - sábado às 08:32

informo aos amigos que estão investindo na profissionalização do transporte que a caixa erconomica tem um projeto chamado ''crescer'' que empresta juros baixissimos em 24 x para que possamos fazer esse curso e comprar equipamentos. sou mototaxista e ja fiz esse emprestimo...

 
wagno tomassini em 27 de julho de 2012 - sexta às 22:51

Essa lei deveria abranger tambem os camimhoes e camionetes de frete que circulam pela cidade com placa branca, ao inves de placa vermelha

 
marcello santos em 27 de julho de 2012 - sexta às 22:27

Assim como a lei que tinha que colocar adesivo refletivo nos capacetes, essa lei não agreda tanta segurança como dizem. O apelo é mais comercial (vendas de acessórios e cursos) que segurança propriamente dito.

Espero que possa estar enganado e isso mude alguma coisa.

 
Uilder Martins em 27 de julho de 2012 - sexta às 19:03

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