sexta-feira, 27 de julho de 2012

Apenas 2% dos motoboys concluíram curso obrigatório em SP

 


26 de julho de 2012 14h00 atualizado às 14h06

A poucos dias de entrar em vigor a resolução que regulamenta o serviço de motoboy em São Paulo, apenas 2% dos profissionais que trabalham com o serviço de entrega em motos concluíram o curso de capacitação obrigatório. Segundo o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), 4,5 mil motoboys finalizaram o curso, sendo que a capital possui cerca de 200 mil profissionais nessa área, segundo dados do Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas de São Paulo (Sindimoto-SP).

Além do curso, os motociclistas que desejam se enquadrar na categoria que foi batizada de "motofretista" deverão requerer uma segunda via da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a emissão do Condimoto, uma espécie de carteira profissional que qualifica os motoboys. Futuramente, todos os motoboys profissionais terão que adaptar as motocicletas às exigências do Conselho Nacional de Trânsito (Conatran), que inclui a alteração para a categoria de transportes públicos e veículos de aluguel, com o uso de placa vermelha.

Para a primeira fase da profissionalização, os motociclistas terão que adotar o uso de baú com faixa refletiva, protetor de pernas, colete com faixa refletiva, aparador de linhas, capacete com faixa refletiva e faixas refletivas na bengala e tampa lateral.

Apesar do baixo número, o sindicato da categoria incentiva o curso, alegando que o profissionalismo irá melhorar o trabalho da classe. A resolução entra em vigor no dia 4 de agosto e o motoboy que não cumprir as novas regras pode ser multado em até R$ 191,54, ter a motocicleta recolhida e ter a CNH apreendida, dependendo da infração cometida.

Curso de capacitação
O curso tem 25 horas de aulas teóricas e cinco de atividades práticas. Para se inscrever, o motoboy tem que ter no mínimo 21 anos, estar habilitado, no mínimo, há dois anos na categoria A, não estar cumprindo pena de suspensão do direito de dirigir, não estar com a CNH cassada e não estar impedido judicialmente de exercer seus direitos.

Para saber os locais que oferecem o curso, e se há vagas grátis disponíveis, é preciso entrar em contato com o Departamento de Trânsito (Detran) de cada Estado.

 

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