quarta-feira, 20 de junho de 2012

Greve dos Instrutores de trânsito continua

Fonte: http://www.cut-sc.org.br/

Depois de passar por uma mesa de negociação, o Sindicato dos Trabalhadores em Centros de Formação de Condutores (Sintrauto) e o Sindicato Patronal das Escolas para Motoristas de Veículos Rodoviários (Sindemosc) não chegaram a um acordo e os trabalhadores decidiram continuar o movimento grevista.

A reunião, que aconteceu na sexta-feira (15), às 10 horas, na Federação dos Trabalhadores no Comércio do Estado de Santa Catarina (Fecesc), trouxe representantes dos trabalhadores e dos patrões para sentarem à mesa para definirem os reajustes salariais e o término da greve que se estende desde a última segunda (11).

O Sindemosc representado pelo presidente Murilo dos Santos, a advogada Anouke Longen Grutzmacher e o empresário Luiz Fernando Brinhosa, apresentaram uma proposta de melhoria do piso salarial dos atuais R$ 981 para R$ 1.140, com a alegação de que não há como passar deste valor, pois trata-se de um piso estadual e alguns Centros de Formações de municípios menores não teriam condições de se manter caso o aumento supere o apresentado “Nós não vamos conseguir dar um reajuste além das nossas condições econômicas”, relata Santos.

O Sintrauto representado pelo presidente Adalto Galvão Paes Neto, pelo diretor executivo da Fescesc, Ivo Castanheira, pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina, Neudi Giachini, e por instrutores representantes de diversas regiões do estado, não aceitaram a proposta do Sindicato Patronal “O sugerido pelo Sindemosc está muito longe do que estipulamos como valor mínimo aceito pela classe, a alegação do Murilo esta fora da realidade, pois os melhores salários pagos para os instrutores encontram-se nas pequenas cidades”, destaca Neto.

Os instrutores pedem um reajuste salarial dos atuais R$ 981 para R$ 2.200. “O que nós pedimos não é nenhum absurdo, só queremos que eles registrem em carteira, o que os patrões declararam que pagam para os instrutores no Detran”, explica Neto, baseado no fato dos proprietários de Centros de Formação de Condutores terem alegado para o Detran que o valor da hora/aula de um instrutor é de R$ 10, sendo que na prática não chega a 60% deste valor. “Nós pedimos que eles repassassem o que registram no pedido de reajuste do valor da CNH, se eles pagassem R$ 10 conforme o informado, logo, ao fazermos 22 aulas/mês, ganharíamos no mínimo R$ 2.200, mas isto na prática não é feito”.

No inicio da próxima semana os trabalhadores vão intensificar a greve movimentando pontos estratégicos pelo Estado, visando pressionar os empresários que farão assembleia no sábado dia 23, em que pretende-se avaliar os pontos levantados pelos trabalhadores e apresentar uma nova proposta “Não vamos definir nada agora, precisamos levar em assembleia para saber a opinião dos outros empresários”, destaca Santos.

 

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