terça-feira, 29 de maio de 2012

Sindicalistas barrados e presos ao tentarem criar Federação

Sindicalistas barrados e presos ao tentarem criar Federação









A tentativa de criação da Federação Nacional dos Trabalhadores Motociclistas Profissionais do Brasil terminou com a intervenção da polícia e com os dirigentes sindicais da Força Sindical, CTB, CUT e Nova Central na delegacia fazendo boletim de ocorrência.

Segundo Alexandro Martins Costa, presidente da Força Sindical do Espírito Santo e do Sindimoto-ES, tudo começou com a publicação no dia 27 de abril, no Diário Oficial de um edital assinado por Reivaldo Alves Morais, presidente da Comissão Pró-fundação da Federação dos Motociclistas convocando os sindicatos para criarem a entidade.

"Decidimos atender a convocação e fomos para o local. Estávamos em 24 dirigentes de sindicatos associados da Força Sindical, que tem a maioria das entidades de motociclistas; um da CUT; um da UGT e outro da Nova Central Sindical", declarou Costa.

"O endereço era Quadra 1 Especial – Bela Vista Lote 12, em Planaltina de Goiás. Estranhamos porque era uma chácara fora da cidade. A assembléia estava marcada para hoje (dia 28), às 8h30 (1º horário) e 9 horas (2º horário).

Ficamos surpresos porque duas viaturas da polícia militar estava dentro da chácara e fomos impedidos de entrar pelos seguranças. Chamamos a polícia civil, que também foi barrada pelos seguranças. Os policiais civis levaram todos para a delegacia ", afirmou o presidente da Força Sindical ES. 

Pedro Mourão, do Sindicato dos Motociclistas de Acre e secretário de comunicação da CUT no estado, explicou que viu a convocação e resolveu comparecer, mas foi barrado. Henrique Baltazar, da CTB disse que a convocação foi pública, mas ele foi impedido de entrar.  Outro dirigente, Rogério Santos Lara, presidente do Sindicato dos Motociclistas de Minas Gerais, que é da Nova Central também não pode entrar na assembléia. ""Prometeram democracia e mentiram para mim", ressaltou.

Alegaram que só poderiam participar os que foram convidados. Era um lugar ermo, sem condução para chegar até lá", observou Luiz Carlos Escobar, da UGT de Mato Grosso do Sul.

Os advogados José Florencio de Melo Irmão,  Jakeline Emília Werneck Maulaz e Edilamara Rangel eacompanharam os depoimentos dos sindicalistas na delegacia de Planaltina de Goiás e devem recorrer à Justiça pedindo a anulação do registro da Federação.
Força Sindical

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