terça-feira, 29 de maio de 2012

Eu vou de moto!

SERH
Por: Kleymara Kopavnick








alta nos preços

de combustíveis e as facilidades para comprar motocicletas são alguns dos pontos que contam a favor para muita gente deixar o carro de lado e adotar de vez as motos. No 


Senado, a realidade também é essa, os estacionamentos destinados a esses veículos parecem estar menores a cada dia. 

Dois servidores da Casa, Adamastor Pinto Neto, da Secretaria Técnica de Eletrônica (STEL), o Adams e Helena Castello Branco Rangel, do gabinete do senador Marcelo Crivella, apresentam um pouco do motociclismo, que, segundo eles, acaba sempre virando uma paixão, um estilo de vida.

Há 34 anos, no início da história entre Adams e as motos, ele chegou a ser competidor de moto cross, até se afastar das pistas", o que não significou afastamento das motos ou dos motociclistas. Para Helena, a paixão pelo motociclismo surgiu há 3 anos, enquanto andava na garupa da moto do marido. "Antes eu achava horrível. Tinha muito medo. Hoje, tenho uma moto e um triciclo e faço parte de um moto clube ", diz Helena. 

Quanto ao mito de todo motociclista ser mal encarado e pouco amigável, Adams e Helena mostram o oposto. "Faço parte de um moto clube que também tem como objetivo promover ações sociais como doação de brinquedos, alimentos e cobertores para comunidades mais carentes", revela Helena. Adams alerta que os motociclistas apenas não gostam de ser chamados de "motoqueiros", "justamente porque passa uma idéia de arruaceiros. Se você chamar algum motociclista de motoqueiro, ele vai ficar ofendido, com certeza", diz. 


Foto do servidor Adams ao lado de sua moto scooter

Os moto clubes também já fizeram parte do cotidiano de Adams, mas há algum tempo ele apostou em outro cenário para continuar perto do mundo motociclístico. Abriu uma loja nada convencional, num ambiente que mistura lavagem de motos, socorro mecânico para as horas de sufoco e happy hours todas as semanas, com diferentes estilos musicais. "O legal é que é um ambiente super familiar, os pais levam seus filhos e todos curtem momentos agradáveis", conta. 

Adams e Helena exaltam os pontos positivos do motociclismo, mas admitem que os preconceitos, assim como a idéia errada do "motoqueiro", são freqüentes barreiras quebradas pelos motociclistas. "Muita gente acha que mulheres que pilotam motos são masculinizadas, mas eu ando toda "patricinha", de salto alto, cabelo escovado, unhas feitas, batom e com meu capacete cor-de-rosa. Só uso meu carro quando chove", diz Helena, que se tornou exemplo para outras mulheres receosas em pilotar. 

Adams revela que apesar de existir uma pequena rivalidade no meio, o motociclismo une as pessoas, independentemente da classe social. "Do auxiliar ao senador, fora daqui somos todos iguais, pois o motociclismo é uma irmandade", opina.

De acordo com esses motociclistas da Casa, uma oportunidade para conhecer melhor o "pessoal", é participar dos encontros que ocorrem durante toda semana. Na terça-feira, é possível encontrar muitas motos no estacionamento do Terraço Shopping, no Cruzeiro, na quinta-feira os motociclistas rumam para o Museu Rodas do Tempo, no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte e na sexta-feira os apaixonados por motos se encontram no Adams Lava-Motos, na rua do Casa Park, no SOF/Sul.

Consulte também:
- Pelicano Moto Clube 
- Adams Lava-Motos


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