quarta-feira, 30 de maio de 2012

Auto-Escolas: Exames são suspensos até resolução de impasse com instrutores



Noticias - 29/05/12 - 14h23

 Cursos de Formação de Condutores (CFCs) ainda não mostraram interesse em negociar, mas a expectativa dos trabalhadores é grande 

O diretor adjunto do Departamento de Trânsito de Rondônia (Detran-RO), Coronel Carvalho  determinou a suspensão dos exames para a retirada de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) até que haja negociação entre os donos das auto escolas e os instrutores. Nesta quarta-feira (29), Coronel Carvalho estará reunido com os donos das auto-escolas, onde será estabelecido um prazo para a regularização dos serviços (provas e aulas práticas), através de notificação. As empresas que não cumprirem poderão sofrer medidas disciplinares, que vão de suspensão até a cassação do direito de funcionamento.

Na manhã desta terça-feira (29), o adjunto participou de uma reunião com o presidente do Sindicato dos Instrutores de Auto-Escolas de Rondônia, Marco José Fernandes, o presidente da CUT-RO, Itamar Ferreira e o representante da Contracs, José Renner Nogueira, para se interar das reivindicações dos trabalhadores. De acordo com Carvalho, o Detran não tem responsabilidade com os instrutores, mas pode ajudar nas negociações, através da mediação.

 Marco Fernandes diz que ainda não houve interesse de negociação por parte das auto-escolas, mas a expectativa é grande para que nos próximos dias o diálogo seja aberto. Entre as reivindicações estão melhorias das condições de trabalho (locais adequados para a realização das aulas e provas práticas), regulamentação da profissão (carteira assinada, piso salarial de R$ 1340 e de 10 a 20% de comissão sobre as horas aulas) e redução da jornada de trabalho, que hoje pode chegar a 15h diárias. 

O movimento vem se fortalecendo a cada dia. Para Marco José Fernandes a conquista é certa, já que todas as manifestações feitas durante esses quase 10 dias de greve deram resultado positivo. "A reunião com a direção do Detran só foi possível, depois que fizemos uma carreata pelas ruas da cidade e impedimos a realização das provas na ultima segunda-feira. Só assim conseguimos ser ouvidos", conta.

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