quinta-feira, 12 de abril de 2012

Praças de Pedágio um descaso com motociclistas

 

Imagens

Motociclistas passa aperto e perigo nos "bretes" da praças de pedágio gaúchas.

 



Passagens são muito estreitas e oferecem perigo.

 

By Claudio Pandolfo, Clique no nome do autor ao lado para comentar.

 

Quarta, 11 Abril 2012


No Brasil do “progresso sem ordem” assistimos o rápido crescimento da utilização de motocicletas. Este fenômeno ocorre porque muitos se dão conta da praticidade, economia, agilidade e prazer oferecido pelo veículo de duas rodas. O motociclista não usufrui do conforto de um automóvel, mas raramente sofre com congestionamentos, quer seja na cidade ou no retorno de um passeio de fim de semana.

Na contra-mão dos benefícios gerais como menos automóveis nas vias, poluição e danos à pista de rolagem, há todo um descaso com relação aos motociclistas por parte da falta de respeito dos motoristas de veículos maiores e falta de mais estacionamentos nos centros da cidades, inclusive pagos (a maioria não recebe moto).

Nas estradas pedagiadas, onde há isenção para motociclistas, não é diferente. Uma vez que o veículo de duas rodas não causa desgaste no asfalto, o motociclista tem passagem livre, quero dizer quase livre, não fosse o estreito corredor destinado à sua passagem. Por vezes ainda pode haver algum tipo de zigue-zague dificultando ainda mais esta passagem.

O motivo da matéria sobre este assunto, já tantas vezes divulgado, é que o descaso em alguns pedágios continua. Por vezes o corredor para motocicletas é demarcado com uma forte barra de ferro, ou pesados blocos de concreto e o espaço deixado parece ter sido concebido apenas para motos de pequena cilindrada. Basta qualquer descuido do motociclista, muitas vezes com carona, para que este sofra danos pessoais e materiais.Há de se estabelecer medida adequada, livre de obstáculos e riscos para motos maiores e com baús laterais.

Recentemente, recebi fotos de amigos no pedágio entre as cidades de Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul. É notória a dificuldade de passagem. No pedágio de Portão, sentido capital, a passagem de motos se dá em uma pista que fica à esquerda, contrário a todos os outros pedágios, cuja passagem é pela direita. Caso o motociclista não se de por conta, será obrigado a parar e cruzar para aquela pista, passando em frente dos demais veículos, uma manobra de alto risco.

Os motociclistas devem ser tratados como cidadãos e não como marginais sobre duas rodas. Com aproximadamente 20 milhões de motos no Brasil está na hora dos orgãos competentes reverem seus conceitos, abandonar o descaso e trabalharem para a segurança e inclusão dos motociclista.

Fotos: Claudio Pandolfo

 

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