terça-feira, 10 de abril de 2012

'Motocímetro' vai padronizar preços a partir de 30 de abril

Aparelho será obrigatório para a regularização dos mototáxis em Ribeirão Preto

Mariana Lucera

Foto: Tiago de Brino / EspecialO presidente do Sindimoto, Danilo Pereira, com o motocímetro

Os 817 mototaxistas cadastrados pela Transerp vão ter que instalar, a partir de 30 de abril, o "motocímetro", aparelho semelhante ao taxímetro, que será usado para definir o preço das corridas. O aparelho é testado em Ribeirão desde maio do ano passado.

Hoje não há padrão, e as corridas são acertadas informalmente, variando de acordo com o profissional e até com "a cara" do cliente. Mas a expectativa é que o motocímetro encareça as viagens em torno de R$ 1.

A lei federal obriga que, até agosto, todos os mototáxis estejam regulamentados com o aparelho ou serão considerados ilegais. As cidades que não exigirem à regulamentação do serviço devem proibi-lo.

O presidente do Sindimoto, Danilo Pereira, diz que, pelo levantamento realizado ano passado em Ribeirão Preto, existem cerca de 3 mil mototáxis na cidade. A Transerp planeja dar, ao todo, mil permissões.

"Acredito que esse número seja suficiente, porque já tentaram regularizar os mototáxis várias vezes, e não deu em nada, mas agora temos uma lei federal para ajudar a colocar isso em prática. Aqueles que resistirem vão ser clandestinos e, com uma fiscalização rígida, eles vão acabar procurando a regularização do serviço para poder trabalhar", afirmou Pereira.

Segundo ele, o motocímetro vai ajudar a cobrar o preço justo da corrida. "Vai acabar com essa prostituição dos preços. Um cobra muito barato, outro cobra muito caro. Cada quilômetro rodado será cobrado R$ 1, mais R$ 2 da bandeira inicial".

Ao todo, o mototaxista vai desembolsar R$ 1,2 mil pela regularização. O aparelho custa R$ 350, mas também há custos de manutenção e avaliações do Inmetro, além de regularização de coletes e equipamentos de segurança.

Contra

O mototaxista M., 29 anos, que pediu para não ser identificado, diz que, com o motocímetro, vai ficar pior para o cliente, porque as corridas mais longas vão sair o preço de um táxi normal.

"Vamos perder o cliente porque, no táxi, ele tem mais conforto, é um veículo fechado. E, perdendo o cliente, a gente perde o pão de cada dia", afirmou.

O mototaxista Alexandre Amorim, 41 anos, também não vê vantagem na implantação do aparelho.

"Nós, que trabalhamos na rua, vamos perder dinheiro. As corridas podem ficar mais baratas. E nós andamos menos do que os mototaxistas que estão trabalhando para centrais, e que andam muito mais".

 

9 comentários:

  1. de qualquer maneira se for cobrado um preço justo inferior ao que taxe cobra eu acho até justo em vez de cobrar conforme a cara de cada cliente.............

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  2. petrolina tem 800 mototaxista como faço para trazer a novidade para petrolina meu email e junimmms123@gmail.com/ diskmototaxipetrolina@gmail.com

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  3. Isto vai dar o que falar aqui no rio grande do sul eu sou a favor o pouco se torna muito tem gente que pega moto táxi por necessidade o táxi certa distancia e muito caro com o tempo nós todo vamos a costumar vai dar muito mais cliente ok

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  6. tenho interesse, como faço pra adquirir o aparelho? meu e-mail admtemecgms@gmail.com, aguardo resposta

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