sábado, 7 de abril de 2012

Moto-táxi ganha espaço em Ondjiva

 

Elautério Silipuluni| Ondjiva - 07 de Abril, 2012
Jovens da província encontraram na actividade alternativa para sustentar as suas famílias

Fotografia: Jornal de Angola
As motorizadas eram um meio de transporte individual em Ondjiva. Hoje são fonte de rendimento de muita gente, razão pela qual o número de moto-táxi tende a crescer diariamente.
Na cidade de Ondjiva o negócio é relativamente novo, mas ganha espaço. Muitos jovens encontram nesta actividade uma fonte de rendimento e meio de subsistência.
Os moto-táxis ou “cupatatas” são alternativa viável para as pessoas a se deslocarem com maior rapidez para o local de trabalho, escola ou mercados. Eles atingem todos os lugares onde o taxista não chega. Mas têm um problema: causam muitos acidentes. E as motorizadas não têm chapas a proteger os condutores nem os clientes.
Não há paragens definidas para carregar os passageiros. Os “cupapatas” andam por todo o lado à procura de fregueses e fixam-se em pontos de maior concentração de pessoas, como nos mercados de Sumukwiyo e da Alemanha. Ou à porta das lojas e escolas.
Os “cupatatas” disputam os passageiros com os táxis e acabam por ter vantagem porque transportam os clientes até à porta de casa, enquanto os táxis têm rotas e paragens definidas, o que faz com que muitos prefiram as motos.
Para cada corrida, os preços dos moto-taxistas não são definidos. Tudo depende do local para onde o passageiro quer ser transportado. Os preços variam entre os 50 e os 300 kwanzas. Da zona dos “Quatro Sinais” em Ondjiva até à Escola de Formação de Professores, na localidade do Oifidi (cerca de sete quilómetros), os moto-taxistas cobram 300 kwanzas. Luís Rodrigues, moto-taxista, disse à nossa reportagem que vai onde os passageiros querem e os preços sãos cobrados em função da distância. Referiu que por dia transporta entre 15 a 20 pessoa o que lhe rende entre 3.000 a 4.000 kwanzas no final do dia.
António Bernardo, desempregado, encontrou na actividade de moto-taxistas alternativa para sustentar a sua família. “Consegui comprar uma moto e faço trabalho de táxi. Felizmente, esta actividade dá-me rendimentos para comprar material escolar para os meus filhos e para a alimentação de toda a família” disse.
O comandante provincial da Polícia de Trânsito no Cunene, Salvador Adolfo dos Santos, afirmou ao Jornal de Angola, que a maioria dos acidentes ocorridos na província envolvem motociclistas que exercem actividades de táxi.
O quadro actual, disse o comandante, é preocupante, uma vez que o parque de motorizadas tem vindo a aumentar e muitos “cupapatas” não dispõem de carta de condução, desconhecendo as normas do Código de Estrada e os regulamentos.
Salvador dos Santos alerta os motociclistas e automobilistas que devem respeitar as regras do Código de Estrada e os sinais de trânsito, porque põem em perigo as suas próprias vidas e as dos transeuntes.
O processo de reabilitação das estradas nacionais, levado acabo pelo Executivo, visa melhorar e satisfazer as necessidades de mobilidade da população, o transporte de mercadorias e a livre circulação de pessoas e bens. Mas a realidade mostra que estão a ser transformadas em verdadeiros campos de batalha.

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