terça-feira, 20 de março de 2012

Serviço de Mototáxi em Sobral

 

 

Escrito por Cristina Melo

Seg, 19 de Março de 2012 14:15

O serviço de mototaxi em Sobral deixa muito a desejar em termos de qualidade, e a culpa, a priori, deve recair sobre o sindicato da categoria, que tem se mostrado desleixado a começar pela falta de orientação aos filiados, bem como de apoio no que diz respeito ao fornecimento de equipamentos que possam contribuir com a segurança dos profissionais que atuam no ramo, e também dos passageiros.
Capacetes antigos, com forro esgarçado e ferindo a pele dos passageiros; batas sujas e com fedor de suor; cobranças aleatórias de percursos; falta de toucas; falta de troco; discriminação de passageiros (eles não querem transportar passageiros para o Sinhá Sabóia, por exemplo), dentre outros incômodos, comprovam a falta de controle no serviço.
É importante lembrar que Sobral foi um dos pioneiros na instalação do serviço de mototaxi no Brasil, disseminando o serviço, que hoje é comum em todos os lugares. No entanto, Sobral não tem mostrado evolução positiva, a não ser no aumento do número de motos. O sistema continua com o mesmo modelo de quando começou em meados da década de 90, a partir da iniciativa do bancário aposentado e jornalista, Francy Apoliano, que implantou o sistema na Cidade.
Não se pode, contudo, deixar de expressar que o serviço de mototaxi muito tem contribuído com a evolução da cidade, facilitando a vida de milhares de trabalhadores, estudantes, comerciantes, vendedores e membros de outras categorias, que no dia a dia se utilizam das motos para a locomoção, cujo preço legal é de R$ 2,50 no perímetro urbano.
A história do transporte urbano em Sobral é um tanto confusa, uma vez que estamos prestes a ver metrôs de superfície rodando pela cidade, sem que já tenhamos visto linhas regulares de ônibus servindo aos moradores. Nosso serviço de taxis ainda desconhece taxímetro e não existe circulação; apenas chamados. O meio mais eficaz e que está à disposição de todo é o mototaxi. Isto deveria ser encarado como responsabilidade dos que fazem o sistema para com a população, mas não é. Esta é a parte que decepciona.


Fonte: Blog do Silveira Rocha

 

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