quarta-feira, 14 de março de 2012

Recém habilitados agora podem contar com "instrutor particular" para aprender a pilotar motos pelas ruas

 

Recém habilitados agora podem contar com “instrutor particular” para aprender a pilotar motos pelas ruas

 

Imagens

A Enfermeira Jeanine Aquino queria muito andar de moto e tirou sua CNH, mas na hora de sair às ruas sentiu que não tinha condições suficientes para pilotar sua Shadow 600.

 

By Equipe Sobremotos, Clique no nome do autor ao lado para comentar.

 

Terça, 13 Março 2012


Jeanine Aquino, Enfermeira, é mais uma daquelas intrépidas mulheres que resolveu aprender a pilotar uma moto para poder mais livremente levar sua vida.

Ela fez sempre tudo certo. Fez sua matricula num CFC, cursou todas as aulas teóricas e práticas e, na hora do exame, passou na prova, uma alegria imensa. A satisfação foi tanta que logo ela comprou uma moto, uma Honda Shadow 600 para viajar e, eventualmente, se deslocar pela cidade.

Até este ponto, nada parece haver de excepcional na história de Jeanine, mas a sequencia de sua história não foi nada agradável.

Logo que Jeanine teve em mãos a sua bela Shadow ela começou a se dar conta de que rodar de moto pelas ruas e estradas seria bem mais difícil do que ela imaginara.

“Na primeira tentativa que fiz de sair de casa com a moto, sofri um grande tombo logo na saída da garagem. Fiquei um pouco arranhada, depois de uns dias apareceram umas manchas roxas na minha perna e a moto também ficou bem riscada. Estranhei demais o que julgava ser um peso excessivo da moto. Além disto, mesmo quando tentei continuar a pilotar após o meu primeiro tombo, rodar com a moto foi muito mais um martírio do que um prazer. Embora habilitada, eu não tinha sido preparada para enfrentar o ritmo frenético do trânsito de uma capital como Porto Alegre. Senti muito medo, mal consegui dar uma volta na quadra e voltei imediatamente para casa, aos trancos e barrancos, de uma forma que nem eu mesma sei como”, comenta a Enfermeira.

Desolada, Jeanine tinha medo de sua própria moto e, ao mesmo tempo, estava muito decepcionada consigo mesma por não conseguir fazer uma coisa para a qual estava habilitada e, aparentemente, não deveria ser tão difícil assim. A frustração era enorme.

Foi então que Jeanine se deu conta de que deveria receber mais instruções sobre como pilotar sua moto. Embora tivesse um irmão e alguns amigos motociclistas, nenhum deles tinha o tempo e a paciência necessários para fazê-la conseguir dominar aquela máquina de duas rodas. Jeanine novamente procurou um CFC, mas as aulas complementares lá oferecidas, dentro de um ambiente fechado e controlado, não serviam mais para ela.

Procurando então na Internet ela descobriu que existe um Instituto Sobremotos que ministra cursos de pilotagem segura e esportiva, o que poderia ser próximo do que ela precisava. Entrando em contato com este Instituto, Jeanine teve a felicidade de saber que a empresa tinha instrutores particulares para ajudá-la exatamente naquilo que ela mais precisa, que era poder ter confiança para rodar de moto pela cidade e pela estrada.

Jaime Nazário, piloto de motovelocidade, instrutor de pilotagem segura e esportiva e instrutor de trânsito formado pela Faculdade IDC com credenciamento ao DETRAN/RS, foi então contratado por Jeanine para ajudá-la na tarefa de fazê-la conseguir ser uma boa motociclista.

“Quando comecei a conversar com a Jeanine, logo percebi que ela se sentia traumatizada com a pilotagem de sua moto. Eu a levei para uma rua quase sem movimento e pude então verificar que não se tratava só de uma questão psicológica, mas também técnica. Ela não tinha domínio de fundamentos da pilotagem de uma moto como o uso apropriado da embreagem e sequer sabia usar o freio dianteiro de sua moto, entre outras várias deficiências”, comenta o instrutor particular.

Diagnosticada a situação de Jeanine, Nazário começou então um programa que tratou de fazê-la desenvolver aptidões técnicas necessárias para um controle adequado da moto. “Sabendo como se deve corretamente pilotar uma moto, a confiança pode ser resgatada naturalmente com a prática de situações de dificuldades progressivas”, declara o instrutor particular.

E assim foi. Jeanine acreditou no programa e começou a pilotar como se a partir daquele momento estivesse reaprendendo tudo. Dedicada, após quatro aulas a aluna já estava pronta para encarar seu grande medo, andar pelas ruas da cidade.

A quinta aula foi então circular pelas principais avenidas de Porto Alegre num sábado à tarde, quando o movimento é menos intenso. “Conhecimento e habilidades são desenvolvidos de forma progressiva e cumulativa. Após ter proporcionado meios para Jeanine saber o quê fazer, como fazer e quando fazer sobre uma moto, fomos para as avenidas enfrentar o inesperado, os imprevistos que são inerentes ao tráfego urbano, ela se saiu muito bem! Eu a acompanhei com a minha moto e ela conduziu a dela”, explica Nazário

“Foi um dia muito feliz para mim. Pude recuperar a minha confiança sobre a moto e realizar o meu sonho de poder sair guiando sozinha. Sei que ainda tenho que melhorar, mas agora consigo isto com a prática. Já nem acho minha moto pesada”, comenta com um largo sorriso a motociclista.

Infelizmente, a metodologia empregada para a formação dos condutores de moto é, quase que consagradamente, qualificada como deficiente. Os alunos acabam sendo preparados para passar numa prova e não para verdadeiramente rodar pelas vias urbanas de uma cidade. É bom lembrar que isto não é culpa dos CFCs, os quais, como uma franquia do Estado, cumprem o que lhes é determinado fazer.

Adicionalmente, é bom frisar que ministrar aulas de condução por vias públicas para não habilitados é uma prática proibida. Quem deseja ter uma CNH deve, necessariamente, ser formado por um CFC.

No caso de Jeanine, ela já tinha uma CNH. Tinha demonstrado capacidade suficiente para fazer jus à carteira que o Estado lhe concedeu. No entanto, consciente de suas limitações, ela percebeu que o direito que lhe fora conferido não estava compatível com suas habilidades e, então, por conta própria, buscou aperfeiçoamento.

Este caso também expõe a necessidade de se buscar uma profissional competente e habilitado para prover este aperfeiçoamento. Jaime Nazário, ao longo de sua carreira, por várias vezes assumiu o papel de professor, até de um MBA, ou seja, tem domínio sobre didática e técnicas de transferência de conhecimento e desenvolvimento de habilidades. Mas, apesar de toda a sua experiência como mestre, é necessário possuir experiência específica, no caso, como instrutor de trânsito reconhecido pela sociedade por seus cursos de pilotagem segura e esportiva e pelo Estado com sua formação como instrutor de trânsito formado em um curso reconhecido pelo DETRAN/RS.

O Instituto Sobremotos tem notório saber reconhecido e ministra palestras e cursos sobre pilotagem segura, esportiva e, também, de forma particular, além de desenvolver pesquisas e trabalhos sobre mobilidade e segurança viária. Uma aula particular de 50 minutos tem valor de apenas R$ 60,00 e, para mais informações, basta entrar em contato pelos telefones (51) 3061.4030 ou (51) 9128.7134.

Foto: Jaime Nazário

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário