segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mototaxistas ajudam no fluxo durante o carnaval, mas é preciso ter cuidados



Desde o ano passado, o serviço é utilizado no Carnaval


Gilvan Reis

gilvan.nascimento@redebahia.com.br



Quem não lembra quando o serviço de mototáxi virou febre no Carnaval de 2011? Pois é, na folia deste ano, por quase todas as ruas das imediações dos três circuitos (Dodô, Osmar e Batatinha), o número de mototaxistas surpreendentemente aumentou. Com o trânsito sempre congestionado, com um transporte público deficiente e com as tarifas nem sempre acessíveis dos táxis, entrar na nova 'moda' parece, de fato, uma alternativa viável para se locomover pela capital baiana. Apesar disso, como as poucas associações já existentes não tem um controle sobre todo mundo que presta o serviço, é preciso ter sempre cuidados redobrados.



Mototaxista afirma que os clientes também precisam tomar precauções



Em um primeiro momento, o usuário deve verificar o estado de conservação do veículo. Vale também checar se o mototaxista pertence a alguma associação, se atua em parceria com outros colegas e, uma vez fechada a corrida, sempre alertar para que o condutor siga devagar, especialmente durante o carnaval em que há muita gente caminhando pelas ruas, e sem desrespeitar nenhuma regra de trânsito. Cabe alertar ao motorista que evite os cortes nas vias e, caso necessário, faça com cautela. É recomendável também acertar de antemão o preço do serviço.



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Antes de iniciar a partida, certifique-se também de que o seu capacete esteja afivelado corretamente. É bom reforçar se os tênis ou outros sapatos (nunca de sandálias) estão firmes, verificar o estado das luvas (no caso do condutor) e o controle da velocidade.



"A gente não teve problema até o momento. Fazemos o serviço de forma tranquila. O movimento tem sido regular, menor do que o ano passado porque temos mais concorrência. Todo mundo pega a moto e tá circulando pela cidade, então diminui", conta o mototaxista André Luís. Na opinião de outro condutor, Lucas Silva, os cuidados devem ser tomados pelos cientes também. "Subir numa moto com a pessoa embriagada é um risco que o mototaxista tem que assumir. Eu não faço este serviço", afirma.



Para o taxista Edvaldo Carneiro, a existência dos mototaxistas é importante e viável. "Não afeta em nada o nosso serviço. Quem ia de táxi continua indo. A questão é que o povão agora tem outra opção para voltar para casa. E mais barata", relata.

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