segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Em SP, motoboy entrega antibiótico sem receita e pede para cliente avisar a farmácia

Em São Paulo, das sete farmácias procuradas pela reportagem do R7 – cinco delas grandes redes – uma vendeu um exemplar de ciprofloxacino (antibiótico indicado para combater infecção urinária) junto a um Fluconazol (antibiótico indicado para infecções na pele, que não precisa de retenção de receita, apesar de geralmente ser indicado apenas por médicos). As tentativas foram realizadas entre os dias 25 e 26 de janeiro.

Nesta encomenda, a atendente da grande rede farmacêutica fez primeiro um cadastro, pediu a receita e, diante negativa, deixou que ela fosse entregue no ato da compra. Durante a entrega, o motoboy pediu a receita, mas mesmo a reportagem não tendo, o medicamento foi entregue.

Com aparente pressa, o entregador disse que “quebraria o galho” porque um dos medicamentos não precisava de receita. Em seguida, pediu à reportagem que ligasse para a drogaria para pedir que a fizesse a retirada da receita depois.

- Liga lá e avisa que não me mandou a receita.

A farmácia, que possui os dados telefônicos da reportagem, não ligou para conferir a compra.

Já nas seis demais farmácias testadas na capital paulista, todas se recusaram a efetuar a venda quando a reportagem avisava que estava sem a receita em mãos. Como forma de controle, os atendentes pediram o número do CRM (registro médico), que deve estar obrigatoriamente carimbado em qualquer receita. Diante das negativas, afirmaram não poder completar a transação.

Em uma delas, a atendente chegou a desligar na cara da reportagem após insistência.

Nas sete drogarias testadas, a reportagem também tentou comprar sem sucesso, inclusive pelo delivery da internet, os remédios controlados cloridrato de fluoxetina (antidepressivo) e os emagrecedores sibutramina e orlistat.

03/07/2010

 

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