sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Com 64,16% dos motociclistas envolvidos em acidentes, aumenta procura por prevenção



Evelin Araujo


Os motociclistas estiveram envolvidos em 5.384 acidentes em 2011, de um total de 8.392, somando 64,16% das ocorrências. Com isso, a preocupação em melhor capacitar os profissionais que trabalham no trânsito tem aumentado, de acordo com o comandante da Ciptran (Companhia Independente de Policiamento de Trânsito), Alírio Vilassantti.


“Campo Grande tem uma frota de 420 mil veículos, com 120 mil motos. Apesar de serem a minoria, os motociclistas são os maiores causadores de acidente de trânsito”, diz o coronel Alírio Vilassanti.

“Muito pouca gente sabe, mas a Ciptran oferece cursos de graça para as empresas capacitarem os profissionais que transportam mercadorias nas motos, melhorando a formação e preocupação dessas pessoas com o trânsito”, explica o comandante da corporação.


Ele esclarece que a maior parte das campanhas de conscientização são voltadas para este segmento do trânsito, mas que ações efetivas como os cursos são mais proveitosas. “O condutor precisa entender que a moto é um veículo mais vulnerável e que ele machuca mais facilmente a cabeça por conta da alta velocidade. A prática mostra isso”, conta.


Regulamentação e segurança


Regulamentada em outubro de 2011 em Campo Grande, a profissão de motoentregador exige um curso especializado na área, conforme declarou a coordenadora de desenvolvimento profissional do Sest/Senat , Ronilda Resende.


“É preciso que o profissional desta área esteja habilitado para exercer a função e assegurar a tranquilidade no trânsito”, explica a coordenadora.


Instrutor do curso, Moacir Sallet considera um desafio formar profissionais para trabalhar no trânsito da Capital. “É preocupante trabalhar com um trânsito tão violento, mas acredito que o caráter do condutor é a maior preocupação em relação ao número de acidentes”, declara.


Ele explica que as autoescolas e cursos de aperfeiçoamento formam o motociclista tanto quanto uma faculdade forma um profissional. “Todos saem dos cursos com os mesmos conhecimentos. Falta a consciência de bem aplicá-los ou não”, diz.


Aparecido Silva Cordeiro, de 39 anos, trabalha como motoentregador há três anos e conta que a empresa está custeando o curso. “Todos sabemos que é perigoso beber, ultrapassar e andar em alta velocidade. Vai da cabeça de cada um cuidar da própria vida e da dos outros nas ruas”, conta.

Serviço

As empresas que se interessarem pelo curso gratuito de pilotagem da Ciptran podem ligar para o departamento de coordenação educacional no número (67) 3313 1912 e verificar a disponibilidade da Polícia em oferecer os cursos.


Para regulamentar a profissão, há o curso do Sest/Senat em Campo Grande. Os interessados devem entrar em contato pelo número (67) 3348-8700.


Amparim Lakatos







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