quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mototáxi indenizará por morte de passageira

Garupa

São José do Rio Preto, 25 de Janeiro, 2012 - 8:36

Elton Rodrigues                 

 

 

O mototáxi São Judas Tadeu foi condenado pela Justiça a pagar R$ 120 mil à família de Mara Lídia de Faria Pereira, que morreu vítima de um acidente enquanto estava na garupa de um dos profissionais da empresa, no dia 5 de dezembro de 2002, na rua Afonso Parise, Jardim Tangará, zona sul de Rio Preto. O mototaxista tentava ultrapassar um caminhão quando teria se desequilibrado e caído debaixo do veículo. Apenas a passageira foi atropelada pelo caminhão. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu poucas horas depois no Hospital de Base de Rio Preto.

 

O Tribunal de Justiça entendeu que a culpa do acidente foi exclusiva do condutor da motocicleta, por falta de atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito. A empresa, por sua vez, afirma que vai recorrer da decisão porque o mototaxista teria feito a corrida de maneira particular, sem o conhecimento da São Judas Tadeu. Para a família da vítima, a justiça foi feita parcialmente. “Mesmo com a empresa condenada, nada vai preencher o vazio que ela deixou em nossas vidas e o fato de o nosso filho ter sido criado sem a mãe”, disse o marido, o recepcionista Leodorio Pereira Neto, 49 anos.

 

Na data do acidente Mara voltava de uma costureira. Ela havia retirado um vestido para usar na festa de casamento de uma amiga. De acordo com o marido, ela não dirigia, portanto sempre que precisava utilizava o serviço de mototáxi. “Espero que com essa condenação a Prefeitura fique mais atenta aos serviços de mototáxi. Quem provocou o acidente era clandestino e agia como se fosse regularizado. A fiscalização precisa ser feita para que nenhuma outra família seja prejudicada”.

 

Vergonha

 

Pereira Neto disse ainda que além de ter de lidar com a perda da mulher e cuidar sozinho da educação do filho, teve de enfrentar a família da mulher, que inicialmente acreditava que ele poderia ter alguma responsabilidade no acidente. “Tive de prestar depoimento para explicar que não era amigo do mototaxista, foi muito constrangimento. A família dela achava que eu tinha culpa no acidente, mas provei que não tinha. Graças a Deus a Justiça foi feita e voltei a frequentar a casa da minha sogra. Mas, valor nenhum vai reparar essa perda.

 

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