segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mototáxi ilegal desafia Peixoto


 Mototaxista de Taubaté que atua de forma clandestina; grupo paralelo pressiona governo a liberar atuação de novas agências rogério marques/06jan2012
Sistema paralelo tem 150 profissionais contra 400 legalizados; os dois grupos cobram da Prefeitura de Taubaté mudanças no sistema
modelo
O serviço de mototáxi criado em Taubaté foi modelo para outras cidades. Sistema á alvo de críticas atualmente

TAUBATÉ
Taubaté possui sistema paralelo de mototáxis clandestinos cuja dimensão equivale à praticamente metade do modelo legalizado. A polêmica sobre o meio de transporte foi reacendida na semana passada com um protesto da categoria.
Enquanto a prefeitura permite o funcionamento de nove agências de mototáxi, ao menos outras cinco operam sem licença. Algumas atuam há dez anos, segundo os motoqueiros, e são conhecidas pelo poder público.
A categoria acredita que atuam em Taubaté mais de 150 clandestinos. Legalizados, são quase 400.
A conivência do governo com o sistema irregular é alvo de reclamações dos legalizados. Na última terça-feira, cerca de 70 profissionais fizeram pela manhã um protesto na porta da casa do prefeito Roberto Peixoto (PMDB).
Eles cobraram a extinção de um seguro adicional obrigatório e pediram maior fiscalização paro o modelo com o objetivo de coibir a atuação dos clandestinos.
Disputa.
Os mototaxistas apontam os riscos para a população que opta pelo serviço clandestino.
"O passageiro não tem segurança nenhuma de que se der um problema ele poderá reclamar para a prefeitura", disse José Nunes, 34 anos.
Os mototaxistas legalizados trabalham com coletes, que identificam a agência na qual são cadastrados. Já os clandestinos defendem a liberação de novas agências.
"Precisamos trabalhar. Ao invés de liberar novas agências, a prefeitura está permitido que as atuais recebam mais motoqueiros. Elas vão crescendo e não dão oportunidade para que possamos participar de uma ocorrência", disse um profissional irregular, que preferiu não se identificar.
Os motoqueiros clandestinos sustentam que a prefeitura não realiza a licitação para o serviço a cada cinco anos, como manda a lei.
"Desde que o mototáxi foi criado em 2001, são as mesmas pessoas que trabalham", disse outro profissional irregular.
A Prefeitura de Taubaté não comentou o assunto.

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