terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Examinador do Detran aponta sinalização incorreta no trânsito



26 de dezembro de 2011 | Arquivado em Geral |

faixas Há alguns meses os sepeenses vem se adaptando a uma nova rotina no município. A cidade que sempre foi caracterizada por ser de pequeno porte e bastante tranquila tem visto sua paisagem mudar no dia a dia. Uma das causas dessas mudanças foi o aumento no número de carros e motos. Além de exigir mais atenção aos motoristas, este crescente aumento trouxe à tona outro problema: a relação do motorista com os pedestres.
Assim, as tão faladas – e contestadas – faixas de segurança foram implantadas nas ruas centrais da cidade. Após alguns questionamentos, a pintura da sinalização foi refeita em um novo local, atendendo as exigências do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, que regulamenta a sinalização.
Porém, segundo o Examinador de Trânsito, Gilnei Lorentz Brenner, mesmo após as mudanças em São Sepé, a sinalização permanece incorreta. O profissional alerta para algumas medidas que podem estar fora do padrão e ainda questiona alguns pontos, como a falta de placas ou a colocação destas em lugares incorretos.
Brenner atua a oito anos na área de trânsito e, nos últimos dois anos está diretamente ligado ao Detran/RS. Segundo ele, a partir de uma observação sobre as faixas pintadas nas ruas centrais da cidade as mesmas podem estar irregulares. “Procurei de onde esse modelo de faixa foi retirado e não localizei. As faixas de segurança são regulamentadas pelo Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, Volume IV, Sinalização Horizontal, 2007, onde consta a definição, cor (que em outra ocasião foram pintadas de amarelo), dimensões, princípios de utilização e colocação. A colocação, segundo o Manual, em intersecções, deve ser demarcada no mínimo a 1,00m do alinhamento da pista transversal e a linha de retenção deve ser locada a uma distância mínima de 1,60m do início da faixa de segurança para pedestres”, aponta o Examinador. Brenner enfatiza que pelo que se percebe as faixas em São Sepé não obedecem esta regra.



Brenner ainda alerta para outro tipo de sinalização. Para ele, as placas de trânsito também estão sinalizadas de forma incorreta. “As placas de sinalização vertical são regulamentadas pelo Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, onde na pág.33, diz que em vias urbanas a borda inferior da placa ou do conjunto de placas colocadas lateralmente à via, deve ficar a uma altura livre entre 2,0 e 2,5 metros, em relação ao solo e o afastamento lateral das placas, medido entre a borda lateral da placa e da pista, deve ser , no mínimo 0,30 m para trechos retos da via e 0,40m nos trechos em curva. Pela foto abaixo, podemos ver que aqui é diferente”, observa.

Salienta também a falta de placas indicando mão única em algumas vias, como a Capitão Emídio e a Sete de Setembro, por exemplo. Ele diz que só se percebe que tais ruas são de sentido único observando carros estacionados na mesma direção em ambos os lados. Não fosse isso, ainda na percepção do Examinador, seria impossível um motorista saber se a rua tem o fluxo apenas para uma direção.
Por fim Brenner destaca o problema da acessibilidade. O Código de Trânsito Brasileiro determina rebaixamento no cordão de acesso às vias para deficientes físicos. O profissional aponta que em alguns exemplos, como na praça das Mercês, o rebaixamento do meio-fio não atende a exigência do rebaixe que deve ser de, pelo menos, cinco metros do vértice da calçada, o que também não é respeitado em São Sepé na visão do Examinador.


“Por isso, penso que está na hora de São Sepé começar a resolver esses pequenos problemas, para poder ter mais segurança e fluidez no trânsito”, conclui o examinador do Detran, Gilnei Lorentz Brenner.

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