terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Critérios para renovação de mototáxi são muito excludentes, alega líder sindical

 

O presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais de Petrolina (Simpropet), José Vicente Barbosa, defendeu uma revisão nos critérios para renovação da licença de funcionamento no município. Segundo ele, apenas 478 profissionais passariam pelo pente-finodeixando a cidade com déficit de 300 mototaxistas.
Segundo Barbosa, um decreto de nº 002/2012 baixado pelo atual presidente da Empresa Petrolinense de Trânsito e Transporte Coletivo (EPTTC), Paulo Valgueiro, retoma os moldes da Lei nº 12.009/09 – a qual impedia profissionais de circularem com motos em nomes de terceiros ou com mais de 5 anos de uso, ou de serem habilitados caso tenham vínculos empregatícios.
Essas exigências, segundo o líder sindical, tinham sido suspensas no ano passado em acordo firmado entre lideranças da categoria e a Empresa Petrolinense de Trânsito e Transporte Coletivo (EPTTC) pelo ex-diretor presidente da entidade, Pedro Norberto, para manter um número suficiente de profissionais circulando na cidade.
Ainda de acordo com Vicente Barbosa, exemplos como o de Juazeiro/BA devem ser seguidos. “Lá mototáxis com placa vermelha e as motos pertencem a terceiros”, defende. Ainda segundo ele, não é certo proibir profissionais que atuem em outras áreas de serem mototaxistas. “O nosso salário é uma miséria”, argumentou. “Nossa preocupação é ficar com tão poucos profissionais para atender a cidade”, adicionou.
Para Barbosa, a EPTTC deve rever alguns pontos da Lei vigente. “A Lei é excludente e eles foram muito mal assessorados por uma entidade de mototaxistas da região ao fazerem ela. Hoje, nosso diálogo não avança. Vamos tentar ainda uma negociação direta com o Governo do Estado, usando nossa força sindical a nosso favor”, declarou.
Fonte: Revista Mundo Moto

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