terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Carta de Indignação dos Instrutores de trânsito do município

 



Hoje a tarde, fui procurado na Câmara de Vereadores por um amigo (e leitor do blog) que é instrutor de trânsito no município, ele me relatou a indignação que a matéria publicada neste fim de semana no Jornal Agora intitulada: "Alto índice de reprovação no exame de direção preocupa candidatos" trouxe aos seus companheiros de profissão e me solicitou que publicasse a seguinte carta:
Indignação dos instrutores de trânsito:
Hoje, conversando entre os instrutores de trânsito fiquei sabendo a respeito de uma notícia do Jornal de nossa cidade que fala do baixo índice de aprovação e também de certos testemunhos de candidatos. Bom, cito aqui a reprovação do Sr. Alex Sandro. Há uns meses atrás a via de acesso a Rua Alfredo Huch vindo da rotatória pela Rua Salgado Filho era dividida com Tachões, no entanto, a via era mal dividida em três partes, sendo que uma via de duplo sentido é dividida em quatro (erro da SMSTT), mas agora de uns tempos pra cá foi removido da via as tachas e a placa de proibido dobrar a esquerda sentido Alfredo Huch, Coronel Sampaio, facilitando assim os ônibus e outros veículos não tendo mais que ir na rotatória para adentrar a Rua Salgado Filho efetuando a conversão a esquerda. No caso do Sr. Alex, ele está afirmando que invadiu uma contra-mão e que estava apagada a marcação no chão, (erro da SMSTT), então o que o candidato quer indo a rádio e jornais demonstrando sua indignação? Isso vem a nível DETRAN, examinadores, juntamente com a melhor sinalização das vias de nossa cidade que são um caos por não ter um profissional a altura para isso (ENGENHEIRO DE TRÂNSITO).
Gostaria de defender os alunos a respeito do tempo que levam para poder realizar a prova prática. Certos CFC`S do Rio Grande do Sul, o aluno termina as aulas e vai fazer a prova quinze dias depois. Agora como uma pessoa passa assim? Qual seria o problema de fazer a prova em seguida?
Respondendo as questões, quanto mais tempo se leva mais cru fica e assim o aluno perde a prática. Resolver é fácil, aumente a frota de veículos e contrate mais funcionários, deixando de abraçar o mundo com as pernas, e ou o estado que abra licitação para mais um CFC. O instrutor de trânsito tinha que ter a liberdade de poder determinar se o aluno está apto a realizar a prova ou não sugerindo mais aulas, desde que os valores fossem cabíveis, não sendo o mais alto do Brasil.
Hoje estive na câmara dos vereadores e conversei com um dos vereadores do bloco de sustentação do governo municipal e o mesmo protocolou requerimentos solicitando ao ministério publico, aos CFC`S e DETRAN explicações cabíveis a respeito dos exames, examinadores, índices e comparações entre as cidades de nossa região para ver se isso só acontece aqui em Rio Grande, achei muito boa a atitude e a colocação do mesmo sem ter um conhecimento de causa.
Para colaborar solicitei ao vereador que pedisse a SMSTT que recolocasse um jogo de tachas bem ao centro da via para melhor indicar o centro que corta ao invés de uma faixa amarela pintada. Senhores as coisas são bem fáceis resolver, basta darem as mãos e caminharem juntos em um denominador comum, pois, trânsito não é brincadeira e existem vidas em jogo, claro, é ano eleitoral e todos querem se promover de uma forma ou de outra, mas, que resolvam para que não haja mortes e colisões, pois, tem muitos habilitados ruins em nossa cidade e região e com o crescimento do jeito que anda, haverá mais e mais acidentes e tem que haver um controle rígido nas avaliações dos candidatos.
Lorne Lima – Instrutor de Trânsito

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