sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Na contramão da vida

Vivemos a era das maquinas, na qual o relógio marca sem piedade o tempo que nos resta para a realização das mais variadas tarefas, e é em meio a este caos urbano que a motocicleta se tornou o símbolo de agilidade e também dos riscos que o transito oferece. Com a facilidade de acesso ao sistema financeiro as vendas de motocicletas crescem desenfreadamente, o que aumenta ainda mais o número de pessoas que utilizam a motocicleta como uma alternativa barata de transporte, para trabalho e passeio. Estes dois fatos somados a um cenário onde a alta acidentalidade envolvendo motocicleta é uma constante; e a maioria destes acidentes poderia ser evitada com uma melhor qualificação dos condutores de motocicletas, o SINDIMOTO/RS desenvolveu este manual pratico de Pilotagem segura. “GUIA DO MOTOCICLISTA pilotagem consciente”.

O SINDIMOTO R/S, tem posição clara quanto ao atual sistema de habilitação, não corresponde o que acontece nas ruas, como defendem alguns Instrutores de Transito, conhecido como labirinto ou pista fechada, o aprendiz de piloto de moto, apenas decora o que tem que ser feito para o dia do exame, ser aprovado e receber sua primeira CNH “permissão”, que é uma concessão feita pelo Estado ao novo condutor. Que em poder da mesma, se senti piloto e psicologicamente preparado para fazer o que acha que sabe, ai que mora o perigo, onde o acidente ocorre, as seqüelas ou a morte esta a sua espera. Subir na moto dar partida no motor, começar o labirinto sinalizando à esquerda e à direita, entrar no oito e fazer a segunda marcha e, no final do mesmo, reduzi-la novamente, após arrancar e fazer o slalom (cones), subir na prancha passar para a segunda marcha e ao final reduzir a marcha novamente, repetir tudo por mais duas vezes e ao final do exame, dirigir-se até o examinador para receber a aprovação, uma rotina de repetição exaustiva de vinte horas aula, que se torna fácil a habilitação, vista que, devido à repetição seguida do mesmo trajeto, onde não acontece absolutamente nada de diferente. Na rua o candidato está propenso a varias condições adversas, como pavimento, chuva, carros, pedestres, animais, etc.. Enquanto esta fazendo aulas para habilitar-se, fica em uma pista fechada, às vezes coberta, sem qualquer adversidade, em segurança e a certeza que será aprovado ao final, como será o futuro deste condutor? Que enfrentará um transito que não perdoa, mata sem perguntar idade, cor, crédulo religioso, posição social. Pelo despreparo mata outras pessoas indistintamente e não será responsabilizado depois?

O recém habilitado não recebe nenhum tipo de treinamento no transito em meio a outros veículos e demais usuários da via para ir se adaptando a um universo que é exatamente diferente do labirinto onde fora habilitado. Muitos motociclistas de um modo geral perdem a vida todos os dias, por inúmeras causas. Excessos de velocidade, desrespeitam a sinalização, combinação de álcool e drogas. Somando se a isso a falta de preparo dos novos pilotos não pode estar vinculada ao numero de mortes, isso é em decorrência de um sistema falho, ultrapassado, precário que ninguém sabe quem o inventou, sob a prisma de formar pilotos com conhecimento para enfrentar nas ruas o que fez no aprendizado. Há anos ouvimos falar em EDUCAÇÃO palavra bonita que deveria ser executada na pratica, que só serve de discurso para aos administradores públicos de transito, que não sabem e não tem proposta plausível para combater este flagelo que ceifa varias vidas por ano de jovens de 18 a 25 anos, que consideramos “os inocentes do transito”, por não terem tido a chance de aprenderem de forma adequada como se pilota uma moto no transito de forma segura. O SINDIMOTO alem de representante da categoria dos motociclistas profissionais, atua também na educação para o transito, propondo mudanças e aprimoramento, qualificação e conhecimento técnico sobre o veiculo para todos os motociclistas , principalmente para os recém habilitados, dependemos apenas do setor publico para implementar o curso que culminou com a assinatura de um termo técnico com o DETRAN R/S e EPTC. Todos os interessados ao final do curso receberá um exemplar do GUIA DO MOTOCICLISTA e certificado de conclusão do curso. Com esta proposta temos a certeza que mudaremos o conceito e preparo dos motociclistas com a conseqüente redução de acidentes. Sem treinamento, conhecimento técnico, mudança de conceito, qualificação dos motociclistas em geral, este quadro atual não têm data para mudar, apenas divulgação na mídia de vários óbitos e jovens sendo mutilados e enterrados deixando suas famílias enlutadas. As mulheres estão deixando a garupa das motocicletas para assumir os guidões sobre duas rodas, o crescimento varia de 20% a 35,7%, de acordo com a Associação Brasileira de Educadores de Transito (Abetran) é cada vez mais comum encontrar uma motociclista pelas ruas do Estado, seja por diversão ou por trabalho, o aumento da presença da mulher no transito sobre duas rodas, pode significar a redução de acidentes ou de situações agressivas nas ruas. Elas estão modificando o comportamento, elas tem menos iniciativa e são mais defensivas, não significa que tiveram um aprendizado diferenciado, o sistema é o mesmo, porem se cuidam mais com relação ao homem, muitas levam um bom tempo para se sentir confiante ao pilotar uma moto entre os demais veículos, por este motivo a cautela é maior, se envolvendo bem menos em acidentes. Seja qual for o veiculo, ele não mata as pessoas, as pessoas que utilizam mal os veículos, se matam e matam outras pessoas, porem devemos salientar, que em muitos acidentes o condutor por pura inexperiência e falta de um aprendizado descente, matou e se matou por não saber conduzir ou controlar a maquina que esta sobe seu comando, no momento em que a maquina precisava da habilidade do condutor, para livrá-lo da morte.

Foto: Mateus Bassols e Jaime Nazário

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