sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Motoboy quer motofaixas em São Paulo


Representantes da categoria defendem pistas exclusivas. Prefeitura sinalizou que não vai construir vias
Ivo Patarra
ivo.patarra@diariosp.com.br

Líderes de motoboys em São Paulo apoiam a criação de motofaixas para evitar acidentes com motocicletas. Levantamento do DIÁRIO mostrou que o custo para fazer 5 quilômetros de pistas exclusivas para motos na Avenida Paulista, por exemplo, é inferior aos gastos hospitalares com quatro motociclistas vítimas de desastres graves.

"Nós temos o direito de transitar por vias seguras", afirmou Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, presidente do Sindicato dos Mensageiros Motociclistas de São Paulo. "Entra ano, sai ano, e continuamos nos arriscando entre os carros", reclamou ele. "O número de acidentes aumenta e ninguém faz nada para acabar com o confronto entre automóveis e motocicletas."

A cidade tem 15 mil quilômetros de vias, mas apenas duas motofaixas. A Prefeitura diz que elas são projetos-piloto, apesar da via exclusiva da Sumaré existir há mais de cinco anos. Não há planos para novas motofaixas e as atuais podem ser desativadas pela Prefeitura.

"Há mais de dez anos defendo a urgência de se separar carros e motos", disse Aldemir Martins, o Alemão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas da Cidade de São Paulo. "Acidentes vão sempre ocorrer, mas motofaixas são uma solução importante", disse Alemão.
Alemão defende o uso do Funset (Fundo Nacional de Segurança do Trânsito) para a implantação de faixas exclusivas de moto. De 2008 a setembro de 2011, o SUS registrou 18.272 acidentes com motos na cidad

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