domingo, 27 de novembro de 2011

Mototaxistas protestam contra pirata

Uma discussão entre um mototaxista e um motociclista que, segundo a categoria, realiza o serviço de forma clandestina, foi parar na Central de Polícia na manhã de ontem. O presidente da Associação dos Mototaxistas, Deucides Meireles, teria identificado que havia um rapaz que era mototaxista “pirata” nas proximidades da Caixa Econômica, no Centro da cidade, e foi tirar satisfação. Uma terceira pessoa teria defendido o suposto ‘‘pirata’’ e teria sido empurrado pelo mototaxista, quando a Polícia Militar chegou ao local e prendeu Deucides pela agressão.
A prisão do mototaxista gerou indignação na categoria, que sau atrás da viatura e se concentrou em frente à delegacia.
De acordo com o PM Andrade, Renato Fábio Pinheiro, tido pela categoria dos mototaxista como ‘‘pirata’’, respondia pela ocorrência como vítima. ‘‘Ele foi agredido, e só não foi linchado lá porque correu para o Palácio do Governo’’. Ainda segundo o PM, a vítima que teria sido empurrada pelo motaxista não foi identificada, mas o policial que realizou a ocorrência presenciou a agressão.
Fábio foi escoltado pela PM até a delegacia e prestou depoimento. A moto que ele usava estava caracterizada como sendo para o serviço de mototaxi e também foi apreendida na Central. Ele conta que é perseguido pela categoria, que não deixa que ele regularizar a situação junto à Semtran. ‘‘Já fui ameaçado de morte’’, diz. Fábio explica que pretendia procurar o Ministério Público ontem para encontrar solução para se regularizar. “Mas antes dei uma carona para mãe de uma amiga, e foi nesse momento que encontrei com o mototaxista e começou a discussão”. Quanto a já ter caracterizado a moto antes de estar credenciado à profissão de mototaxi, Fábio conta que a moto já estava pronta para passar para aprovação, que deve acontecer na próxima semana, e que ele não estava realizando o serviço de mototáxi, tanto que usava uma capa vermelha sobre o tanque da moto, que segundo ele foi destruída pelos mototaxistas.

 

NEGAÇÃO E ACUSAÇÕES

 

O presidente da associação dos mototaxista Deucides Meireles negou a agressão e justificou: “Fui conduzido à Central devido estar coordenando os mototaxistas no local da discussão para se organizarem, uma vez que o aglomerado deles estava atrapalhando o trânsito”. Conforme o mototaxista Oseias Braz, a Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran) tem conhecimento da situação irregular do mototaxista pirata, mas não toma providência. A categoria aproveitou para protestar contra a falta de fiscalização da Semtran, que prejudica não apenas os mototaxistas, mas também a população. Braz alertou que se Deucides não fosse liberado a categoria iria fechar qualquer avenida movimentada da cidade em protesto.

 

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