quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Comissão vai estudar alternativas ao leilão para regularizar mototáxi

Renata Gomide - 01/11/2011


Comissão vai estudar alternativas ao leilão para regularizar mototáxi


Ontem, o prefeito Anderson Adauto se reuniu com mototaxistas no anfiteatro do Centro Administrativo

Uma comissão especial será responsável por estudar alternativas ao leilão para o exercício legal da atividade de mototaxista. O grupo terá até meados deste mês para trazer ao prefeito Anderson Adauto (PMDB) um relatório detalhado do que foi apurado, ou seja, se é possível trabalhar na praça de Uberaba sem que para isso tenham que arrematar as placas. Profissionais do setor, o secretário Ricardo Sarmento (Trânsito e Transportes Especiais e Proteção de Bens e Serviços Públicos) e os jurídicos da PMU e da Câmara estão incumbidos do levantamento, sendo que AA espera ver o assunto resolvido entre os dias 10 e 12 de novembro.

Presidente do Sindicato dos Mototaxistas, Motoboys e Motofretes de Uberaba, Sérgio Antônio da Silva, já adianta que a categoria “é pelo credenciamento e não vamos abrir mão”. Ele acrescenta que em 300 municípios do País a modalidade foi aprovada para o exercício da profissão, portanto, a cidade estaria seguindo uma tendência. Os profissionais se movimentam para se fortalecer, já que a orientação do comando sindical é para que todos que estão em atividade e querem continuar no setor devem se juntar às fileiras da entidade. A estratégia também é um meio para garantir que todos façam o curso de capacitação exigido para atuação na praça, conforme a legislação aprovada em maio pela Câmara.

“Nós vamos encontrar um meio-termo que seja legal juridicamente e que seja bom para os dois lados”, ressaltou o prefeito, que diz compreender a preocupação dos profissionais quanto ao custo do leilão. Anderson Adauto ponderou, contudo, que para a Prefeitura fiscalizar e dar segurança à categoria precisa de um retorno financeiro que vá cobrir essas despesas. Há cerca de um mês, Sarmento revelou que o decreto que balizará o leilão terá lance mínimo da ordem de R$3 mil, ao que AA falou em R$4 mil, causando insatisfação generalizada entre os mototaxistas.

De acordo com Sérgio, esse valor está além das condições financeiras dos profissionais, que têm ganho mensal em torno de um salário mínimo e meio.

O líder governista na Câmara, Cléber Cabeludo (PMDB) – que solicitou a reunião –, e o presidente da Casa, Luiz Dutra (PDT), esperam o desfecho do impasse até o fim do ano.

 

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