quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um motoboy denuncia omissão

Um motoboy de 37 anos acusa de omissão e questiona a postura dos dirigentes da Escola Estadual Professor Eduir Benedito Scarpari, no Jardim Alvorada, em um caso envolvendo sua filha de 12 anos. Segundo o pai e de acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência 2.162/2011 sobre ato obsceno, no sábado, dia 10, por volta das 11h, a adolescente foi até a escola para participar de uma atividade. Quando chegou ao local, a estudante pediu para que um pedreiro que trabalhava na construção de uma quadra esportiva no estabelecimento de ensino abrisse o portão para ela entrar. Nesse momento, o homem teria mostrado o pênis para a garota, que procurou a vice-diretora e narrou o fato.
Ao chegar em casa, a estudante também contou para os pais. Na segunda-feira, o motoboy procurou a direção da escola. “Quando eu estava chegando na escola, encontrei uma viatura da PM e contei o que havia ocorrido”, falou. O pai disse que ao chegar na secretaria foi abordado pela diretora que perguntou se ele era o pai da adolescente. “Ela disse que já sabia o que havia acontecido e que iria fazer uma reunião com os pais sobre o assunto e que as providências seriam tomadas”.
No entanto, com a aproximação de um dos policiais militares, a diretora teria mudado de assunto e passou a afirmar que não sabia o que havia ocorrido. Segundo o pai, o coordenador da escola chegou nesse momento e passou a defender o pedreiro acusado do gesto obsceno. O PM interveio e levou as partes para o 6º Distrito Policial onde a adolescente reconheceu o pedreiro entre os três funcionários da construtora.
O pai da adolescente disse que ficou surpreso quando o coordenador da escola, que se identificou como sendo advogado, representou o pedreiro de 49 anos na unidade policial. “Ele teria que defender a minha filha que é a vítima e não o homem que fez aquilo pra ela. As outras crianças que estão na escola correm o mesmo risco que a minha filha, ele não pensou nisso”, reclamou. Segundo o motoboy apesar da denúncia, a direção da escola só afastou o pedreiro na terça-feira à tarde, três dias após o fato.


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