quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Paraguai tem engenheiro agrônomo, motoboy e farmacêutico na seleção

Em Cuiabá, onde disputa o Campeonato Sul-Americano, a seleção paraguaia dorme e acorda pensando apenas em vôlei. Mas quando está em Assunção, onde treina, a realidade é bastante distinta. Sem auxílio financeiro para praticarem o esporte, todos os 12 inscritos na competição internacional trabalham ou estudam durante o dia e têm apenas o período noturno para treinar e manter a forma física.

As ocupações são bastante variadas. O levantador Roberto Bogado é engenheiro agrônomo; Hugo Pankratz e Mauricio Brizuela são empresários; Juan Mendoza trabalha em um laboratório farmacêutico, e Luís Riveros é motoboy.


Time paraguaio tem até engenheiro agrônomo (direita) (Foto: Helena Rebello / Globoesporte.com)
- Cada um dá o jeito que pode para ganhar a vida. Seria um sonho viver como atleta profissional, mas não é possível com o vôlei em nosso país – disse José Gaona.


José Gaona, o único que trabalha diretamente
com esporte(Helena Rebello / Globoesporte.com)
Gaona é o único do grupo que ao menos trabalha com esporte. O jogador é professor de educação física e dá aulas para crianças na região metropolitana de Assunção. Apesar de incentivar os pequenos, admite que é um pouco frustrante saber que dificilmente algum terá condições de ser profissional.

- Nossa estrutura é precária e temos muitas dificuldades. Mesmo que um aluno venha a jogar, não é possível se manter apenas do vôlei no Paraguai.

Quando precisam viajar, os atletas pedem dispensa aos respectivos patrões. A maioria não encontra problemas para ser liberado para defender o país, mas o Ministério do Esporte nacional pode interferir caso haja alguma restrição do empregador.

Brasil e Paraguai se enfrentam às 22h30m (horário de Brasília) desta quarta-feira. O SporTV transmite todos os lances, ao vivo, direto do Ginásio Poliesportivo Aecim Tocantins.

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