sábado, 24 de setembro de 2011

Motoboys lucram com greve dos Correios

A procura pelo trabalho deles aumentou quase 40%

Imagem de funcionários do correio protestando em Brasília

Antônio Cruz/ ABr
Do Metro Campinas noticias@band.com.br
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A greve dos funcionários dos Correios, que atinge todo o Brasil, teve reflexos em vários setores. Quem se beneficiou com a paralisação foram as empresas de transporte, que tiveram aumentado em 35% a procura por motoboys para entregarem as mercadorias.

Segundo o presidente do Sindimoto (sindicato que representa a categoria dos motoboys), Edvaldo Lopes Queiroz, o crescimento nas solicitações foi representativo."A procura tem sido muito grande, por parte dos próprios Correios, que precisam que as mercadorias sejam entregues no prazo, e pelas empresas que têm a mesma necessidade”,explica.

De acordo com Queiroz, a paralisação aumentou em mais de 4 mil solicitações por dia em toda a cidade. Os números são comprovados por Dálvaro da Silva Junior, que possui uma empresa de transporte. Ainda de acordo com ele, o número de solicitações tem crescido muito.

“Muitos motoboys até interrompem o almoço para poder dar conta de tantos pedidos. Aumentou muito o trabalho deles. Aumentou quase 40%.” Edvaldo diz que o horário de maior procura é entre 10h e 14h.

De acordo com o diretor de imprensa do Sindtect (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios), Valdir Florentino, a paralisação atinge 80% dos funcionários e deve prosseguir até que as reivindicações sejam atendidas – piso salarial de R$ 1,6 mil com um aumento real de R$ 400, além de reajustes de valealimentação, reposição salarial referente a inflação, melhores condições de trabalho e contratações.

Correios

A assessoria de imprensa dos Correios não confirma os dados do sindicato dos trabalhadores, e afirma que apenas 22% estão parados. A empresa ainda reforçou que não há carga parada durante o período de greve – que já dura nove dias – e sim atraso. Hoje, 35% das entregues estão atrasadas, de acordo com os Correios.

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