segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Falsos policiais simulavam operação para roubar

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na segunda-feira (29), quatro homens que se passavam por investigadores para promoverem roubos violentos. As vítimas eram marcadas com ferro quente ou torturadas com choques elétricos. Integrantes da 2ª Delegacia de Repressão a Roubo de Cargas (Divecar) do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) prenderam o grupo na Vila Ré, zona leste da capital. Foram apreendidos com o grupo documentos falsos, distintivos, algemas plásticas, armas, máquina de choque, falso bigode e cavanhaque e até um tipo de maquiagem para criar cicatrizes no rosto, um tipo de kit tira, maneira encontrada para não serem reconhecidos.

Os principais alvos eram comerciantes. Eles simulavam cumprimento de mandado de busca e apreensão para entrar na casa das vítimas. Depois, passavam a ameaçar e torturar as pessoas, revelando o objetivo: roubo. Os quatro foram reconhecidos em um roubo a residência, um sequestro de gerente de banco e um roubo a uma pessoa em Perdizes, na zona oeste.

Integrantes da DRRCargas apuravam informações sobre as atividades de falsos policiais dos acusados, e detectaram uma reunião onde, possivelmente, planejariam um novo ataque. A equipe cercou o imóvel. No local foram presos o operador de telecomunicações E.N.M.L., de 25 anos, o comerciante C.L., de 27, o motoboy R.L.O., 29, e o técnico W.K.P., 33.

Os policiais encontraram em frente à casa um Fiat Siena, que apresentava equipamentos similares aos de uma viatura. O carro era roubado. A placa era clonada de uma viatura do serviço reservado da PM. Também foi apreendida uma pistola roubada de um policial militar. Segundo o delegado Fábio Dal Mas, titular da DRRCargas, as investigações continuam para apurar outros crimes do quarteto.

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