sábado, 10 de setembro de 2011

Apenas 50 mototaxistas estão regularizados

A falta de seguro de vida para mototaxista e passageiro é o principal problema do serviço de motatáxi em Maringá. O seguro é uma das exigências para o cadastramento dos profissionais na Secretaria de Transportes (Setran). Quem não se cadastra, trabalha ilegalmente.

A informação é do Sindimoto, o sindicato da categoria em Maringá, que cobra fiscalização da Setran. Segundo a entidade, 15,9 mil pessoas usam o serviço por mês na cidade, onde há de 200 e 250 mototaxistas, mas só 50 cadastrados na Setran.

O presidente do Sindimoto, Mauro Afonso Garcia, conta que o seguro de vida, que é obrigatório, custa R$ 22,50 por mês, mas muitos mototaxistas pagam a primeira mensalidade, cadastram-se na Setran e recebem um protocolo que regulamenta a atividade.

De posse do protocolo, deixam de pagar o seguro a partir da segunda mensalidade. "Já denunciamos isso à Setran e pedimos fiscalização. Eles (a Setran) dão um protocolo, mas o mototaxista não tem o seguro de vida que deve ser pago mensalmente. E se acontece algum acidente?", questiona Garcia.

O dirigente denuncia também a falta de pagamento de impostos. "Como houve a regulamentação, tem gente que quer trabalhar, mas não quer pagar impostos. É uma questão cultural", afirma, frisando que é preciso acabar com a clandestinidade por meio da fiscalização.

Para trabalharem regularmente, os mototaxistas precisam, entre outras coisas, fazer um curso de capacitação em autoescola habilitada pelo Detran-PR, ao custo aproximado de R$ 400, considerado caro pela maioria dos profissionais. Para o cadastramento na prefeitura é preciso ter esse curso.

O Sindimoto diz que, além dos mototaxistas de Maringá, outros 70 vêm de Sarandi para trabalhar aqui. A Setran informa que há apenas 50 mototaxistas e 90 motofretistas cadastrados.


Demarcação dos pontos

Além de cobrar a fiscalização, o Sindimoto quer também a demarcação dos pontos de mototáxis. O secretário de Transportes, Valdir Pignata, diz que a prefeitura tenta atender as reivindicações de forma gradual, mas os mototaxistas precisam fazer a sua parte. "Eles têm que fazer o curso de adaptação. É preciso que as duas partes (Setran e mototaxistas) cumpram seus deveres".

O gerente de Terminais e Concessões da Setran, José Maria Bernardelli, diz que é preciso criar mecanismos para fiscalizar o seguro de vida. "Vamos exigir que eles apresentem o comprovante todo mês", promete, ressaltando que o seguro de vida é do interesse dos mototaxistas também.

Bernardelli informa que a definição de 11 pontos de mototáxis depende da conclusão de licitação para compra de solvente para a tinta.

O presidente do Sindimoto diz que os pontos deveriam ser demarcados assim que a Lei Municipal 8707/2010 entrou em vigor, ano passado. "Eles prometeram pintar até o dia 31 de agosto passado, mas isso não aconteceu", reclama.



Arrecadação
R$ 111,3 mil é o faturamento médio mensal dos mototaxistas em Maringá

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